Resultado aumenta a percepção de que os movimentos religiosos foram alguns dos maiores beneficiários dos levantes árabes

Lider do partido islâmico, Abdelilah Benkiran, discursa na sede do partido em en Rabat, Marrocos
EFE
Lider do partido islâmico, Abdelilah Benkiran, discursa na sede do partido em en Rabat, Marrocos
O Partido Justiça e Desenvolvimento (PJD) ganhou as eleições legislativas no Marrocos e obteve 107 das 395 cadeiras da Câmara de Representantes, anunciou neste domingo as autoridades eleitorais do país. O PDJ, liderado por Abdelilah Benkiran, conquistou 27% das vagas do Parlamento, o que obrigará o partido a fazer alianças para conseguir a maioria absoluta de 198 congressistas.

O nacionalista Istiqlal obteve 60 cadeiras; a Reunião Nacional de Independentes (RNI), 52; o Partido Autenticidade e Modernidade (PAM), 47; a União Socialista, 39; o Movimento Popular, 23; e a União Constitucional, 23; além de vários outros partidos que garantiram menos de 20 cadeiras.

O Partido Justiça e Desenvolvimento venceu também a cota de 90 cadeiras reservada para mulheres e jovens. O PJD conseguiu as 24 vagas dessa lista, contra 13 do Istiqlal, 12 do RNI e 12 do PAM.

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Não foi divulgado a porcentagem de votos nulos e brancos, que na última eleição chegou a 15%. Apenas 45% dos eleitores inscritos votaram, o que representa apenas 28% dos marroquinos maiores de idade.

Mulher participa de encontro na sede do partido islâmico antes de resultado das eleições no Marrocos
EFE
Mulher participa de encontro na sede do partido islâmico antes de resultado das eleições no Marrocos
Também não há informação sobre o número de votos obtidos por cada formação. Segundo a nova constituição aprovada em julho, o rei Muhammad VI encarregará a formação do governo ao partido mais votado, que precisará fazer um governo de coalizão para conseguir maioria no Parlamento.

Como o resto da região, o Marrocos foi atingido por protestos denunciando a corrupção, que o rei tentou controlar durante o verão ao ordenar que a Constituição fosse modificada para garantir mais poderes ao Parlamento e ao primeiro-ministro. Além disso, ele convocou eleições antecipadas.

Resultado aumenta a percepção de que os movimentos religiosos foram alguns dos maiores beneficiários dos levantes árabes. Como o resto da região, o Marrocos foi atingido por protestos denunciando a corrupção, que o rei tentou controlar durante o verão ao ordenar que a Constituição fosse modificada para garantir mais poderes ao Parlamento e ao primeiro-ministro . Além disso, ele convocou eleições antecipadas.

O maior rival dos islâmicos nas eleições do Marrocos foi uma coalizão de oito partidos liberais pró-governo, liderada pelo ministro das Finanças Salaheddine Mezouar, que garantiram juntos mais de 110 assentos. Como partido com o maior número de cadeiras, os islâmicos agora devem encontrar parceiros que desejem trabalhar com eles.

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