Partido islâmico deve vencer eleições no Marrocos

Das 282 cadeiras já definidas, Partido Justiça e Desenvolvimento tem 80, tornando-se 2ª vitória islâmica na Primavera Árabe

iG São Paulo |

Os resultados parciais divulgados até agora no Marrocos confirmam que o islâmico Partido Justiça e Desenvolvimento (PJD) encaminha-se para vencer as eleições legislativas realizadas na sexta-feira , anunciou o Ministério do Interior.

Das 282 cadeiras já definidas, o PJD conseguiu 80, quase o dobro do segundo colocado. No total, a Camará contará com 395 assentos. O partido será a maior força no novo parlamento e será encarregado de formar um novo governo - tornando-se a segunda vitória islâmica em uma eleição em meio à Primavera Árabe .

No mês passado, o Partido Ennahda conseguiu 40% dos assentos nas eleições da Tunísia , o país que começou a onda de levantes pró-democracia no Oriente Médio e no norte da África depois que sua população depôs Zine El Abidine Ben Ali , que estava havia 23 anos no poder.

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O Egito começará suas eleições legislativas na segunda-feira, com a expectativa de serem dominadas por partidos islâmicos, aumentando a percepção de que os movimentos religiosos foram alguns dos maiores beneficiários dos levantes árabes.

Como o resto da região, o Marrocos foi atingido por protestos denunciando a corrupção, que o rei tentou controlar durante o verão ao ordenar que a Constituição fosse modificada para garantir mais poderes ao Parlamento e ao primeiro-ministro . Além disso, ele convocou eleições antecipadas.

Os maiores rivais dos islâmicos nas eleições do Marrocos são uma coalizão de oito partidos liberais pró-governo, liderada pelo ministro das Finanças Salaheddine Mezouar, que garantiram juntos mais de 110 assentos. Como partido com o maior número de cadeiras, os islâmicos agora devem encontrar parceiros que desejem trabalhar com eles.

Vários jornais locais apostam que o PJD ganhará 100 cadeiras até o final da apuração. Lahcen Amrani, porta-voz do partido, anunciou que a legenda conseguiu cadeiras "em todas as regiões do país, também em zonas rurais onde antes estávamos ausentes", e citou várias províncias do sul do país.

A expectativa é de que o ministro do Interior Taib Cherkaoui, que na sexta-feira se limitou a divulgar o índice de participação, informe ainda neste sábado os resultados definitivos da votação. O nível de participação alcançou 45% do total de eleitores inscritos, mais alta que nas anteriores (37%), mas ainda muito baixa.

*Com EFE e AP

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