Parlamento do Iêmen aprova estado de emergência decretado por Saleh

Líder iemenita decretou medida em 18 de março, após massacre de manifestantes antigoverno na Universidade de Sanaa

EFE |

O Parlamento do Iêmen aprovou nesta quarta-feira o estado de emergência decretado na sexta-feira pelo presidente do país, Ali Abdullah Saleh, por 161 votos a favor e 2 contra.

O estado de emergência, que se prolongará por 30 dias, foi imposto por Saleh em meio ao massacre de manifestantes opositores ao regime em 18 de março durante um protesto nos arredores da Universidade de Sanaa.

As causas que levaram à aprovação do decreto foram, segundo fontes oficiais, os distúrbios em várias cidades iemenitas e as agressões contra propriedades privadas e públicas que ameaçam a união nacional e a paz social.

O estado de emergência, de cuja votação participaram 163 deputados dos 301 do Parlamento iemenita, foi aprovado depois de Saleh tentar na terça-feira oferecer uma saída à crise política que atinge o país ao anunciar que deixará o poder antes do fim deste ano.

No entanto, os opositores ao presidente iemenita reivindicam que ele abandone o cargo imediatamente, assim como fizeram os ex-presidentes da Tunísia, Zine el-Abidine Ben Ali, e do Egito, Hosni Mubarak, que foram forçados a renunciar após revoltas populares.

O Iêmen é palco de protestos políticos contra o regime de Saleh desde 27 de janeiro, que se intensificaram em meados de fevereiro. Nos últimos dias, vários militares, membros do governo e diplomatas renunciaram em protesto à violenta repressão dos manifestantes, que já deixou dezenas de mortos e centenas de feridos.

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