Otan perde contato com helicóptero não-tripulado na Líbia

Aliança reconhece sumiço de aeronave em missão de inteligência e vigilância, mas nega que helicóptero de combate tenha sido abatido

iG São Paulo |

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Modelo do helicóptero não-tripulado MQ-8B Fire Scout, que sumiu na Líbia, é exposto na Royal International Air Tattoo em 14/07/2007
A Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) anunciou nesta terça-feira que uma de suas aeronaves não-tripuladas desapareceu durante sobrevoo na Líbia, mas negou relatos da TV estatal do país de que o aparelho era um helicóptero Apache tripulado que havia sido abatido por forças de Muamar Kadafi.

Em um comunicado, a Otan anunciou que "um helicóptero autônomo operado por controle remoto", os chamados "drones", estava em uma missão de inteligência e vigilância sobre a Líbia, mas perdeu o contato com seu centro de comando. "Estamos examinando as razões por trás do incidente", disse o porta-voz militar da Otan, o comandante de voo Mike Bracken, em um comunicado.

O centro de comando da Aliança em Nápoles, Itália, perdeu contato com o helicóptero teleguiado às 7h20 GMT (4h20 de Brasília), disse Bracken.

Ele negou a notícia da TV líbia de que um helicóptero de ataque modelo Apache da Otan caiu no país. "A Otan confirma que não perdeu nenhum helicóptero de ataque", disse. Autoridades da Otan disseram que o drone era um , fabricado pela empresa americana Northrop Grumman.

A Aliança Atlântica começou a utilizar nas últimas semanas helicópteros de combate disponibilizados pela França e Reino Unido para intensificar suas operações contra o regime de Kadafi. As primeiras ações com os Apaches britânicos e os Gazelle foram realizadas no início deste mês, com ataques sobre radares e postos de controle das forças pró-Kadafi.

Até então, os bombardeios aliados estavam sendo efetuados por caças, que operam a uma altura maior e, portanto, correm menos risco de ser derrubados por fogo inimigo.

Aumento no número de vítimas

Fontes governamentais aumentaram nesta terça-feira para 19 o número de mortos em ataques aéreos que resposabilizam a Otan na cidade líbia de Surman. Anteriormente, o governo líbio havia anunciado a morte de cinco crianças, de entre 6 meses e 8 anos, e de dez adultos, mas nesta terça-feira afirmou que o bombardeio matou oito crianças e 11 adultos.

Na segunda-feira, a Otan admitiu ter bombardeado Surman , a oeste de Trípoli, mas afirmou que seu alvo era militar, retificando um desmentido feito previamente de que não havia lançado nenhum ataque ao local. Segundo a Aliança, o local atacada era um centro de "comando e controle".

Segundo a Jana, oito bombas caíram sobre um bairro residencial de Surman, com algumas delas tendo destruído a casa de Khoweildi al-Hamidi, que integrava o conselho de comando da revolução de 1969 e era um antigo companheiro de armas do coronel Kadafi.

AP
Foto tirada em tour do governo líbio mostra bombeiros trabalhando nas ruínas de prédio destruído em Surman, na Líbia (20/06)
Entre as vítimas do ataque está a esposa de Hamidi, assim como sua cunhada e dois de seus filhos. As demais vítimas são vizinhos, que incluem o cidadão marroquino Buchra Yaala, seu compatriota Milud Abdelkader e o sudanês Bashir Ishak, que morreu juntamente com seus três filhos.

O regime de Trípoli acusa a Otan de ter matado 40 em ataques desde a quinta-feira em diferentes áreas da Líbia. Os aliados, por sua vez, reconheceram sua responsabilidade apenas em um ataque aéreo que matou nove civis e deixou 20 feridos na capital líbia no domingo. 

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