Otan manterá missão na Líbia até o fim da violência

Aliança Atlântica deve manter atuação no país mesmo após a captura de Kadafi e analisa retomar bombardeios ainda hoje na capital

iG São Paulo |

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) manterá sua missão na Líbia não somente até a queda do líder Muamar Kadafi , mas até que "cessem todos os ataques e se permita o acesso à ajuda humanitária" no país, disseram nesta terça-feira fontes da Aliança Atlântica. "O objetivo de nossa missão é proteger a população civil e, enquanto existir uma ameaça, continuaremos sobrevoando a região", indicaram as fontes.

A informação foi reiterada pelo ministro de Relações Exteriores turco, Ahmet Davutoglu, que disse que a campanha militar da Otan na Líbia continuará até que a segurança seja estabelecida integralmente.

A Otan não quis, porém, confirmar nesta manhã se na noite passada manteve um ataque aéreo contra o quartel-general de Bab al-Aziziya, do líder líbio, como informou a televisão por satélite saudita Al-Arabiya, nem dar mais detalhes sobre o desenrolar atual da missão.

De acordo com o jornal britânico Guardian, a Aliança planeja retomar os bombardeios na noite desta terça-feira contra alvos-chave que ainda existem em Trípoli.

Posteriormente, o coronel canadense Roland Lavoie, porta-voz da Otan no quartel-general da operação em Nápoles (sul da Itália), reiterou que Kadafi não constitui um alvo. "A Otan não visa a indivíduos. Kadafi não constitui um alvo."

A porta-voz da Otan, Oana Lungescu, afirmou que Kadafi "é história" e que a chegada dos rebeldes a Trípoli "é o capítulo final", mas que a Aliança não pode nem vai baixar a guarda. "Para o regime de Kadafi, esse é o capítulo final. Kadafi é história, e quanto antes entender isso melhor", afirmou Oana Lungescu.

O secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, afirmou na segunda-feira que o regime de Kadafi está "claramente desmoronando" e destacou que o líder líbio "não  pode ganhar a batalha" contra seus próprios cidadãos.

"Quanto mais rápido Kadafi compreender que não pode vencer a batalha contra seu próprio povo, melhor. Assim, os líbios poderão evitar mais derramamento de sangue e sofrimento", afirmou Rasmussen em comunicado. Desde o início da operação na Líbia , em março, a Otan realizou 19.877 voos sobre o país, incluindo 7.505 ataques contra alvos militares-chave do regime de Trípoli, segundo o último balanço da organização, divulgado na segunda-feira.

*Com EFE, AFP e Reuters

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