Otan aceita assumir o comando das operações militares na Líbia

Membros da Aliança fecharam acordo para que a Otan implemente todos os aspectos da resolução 1973 do Conselho de Segurança da ONU

iG São Paulo |

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) assumirá o comando de todas as operações militares na Líbia. O anúncio foi feito neste domingo (27) por um dirigente da Aliança Atlântica ao término de uma reunião dos 28 embaixadores de seus países membros em Bruxelas.

Reuters
A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) concordou neste domingo em assumir o comando total das operações militares na Líbia
A decisão da Otan implica em um novo direcionamento dos ataques contra alvos terrestres. Os 28 membros da Aliança fecharam um acordo para que a Otan implemente todos os aspectos da resolução 1973 do Conselho de Segurança da ONU para proteger os civis e as zonas povoadas das ameaças de ataques por parte do regime de Muammar Kadafi, explicou o funcionário.

Na última quinta-feira (24), a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, anunciou a transferência do comando e o controle da zona de exclusão aérea sobre a Líbia de Washington para a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). No momento do anúncio, Hillary indicou que a Aliança protegeria os civis líbios, asseguraria a aplicação do embargo de armas e apoiaria os esforços de ajuda humanitária no país do norte da África.

Intervenção dos EUA

Neste domingo, Hillary Clinton assegurou que os Estados Unidos não têm a intenção de lançar uma operação militar na Síria, apesar dos violentos choques entre manifestantes opositores e as forças de ordem. Entrevistada pelo canal CBS para saber se os Estados Unidos têm a intenção de lançar uma operação como a da Líbia, Hillary foi taxativa: "Não, cada uma destas situações é única".

Indicou, no entanto, que se uma coalizão internacional, com o aval do Conselho de Segurança da ONU, condenar de forma universal um ataque na Síria, uma intervenção poderá ser considerada. "Mas isso não acontecerá porque não acho que saibamos exatamente o que se passará, o que isso desencadeará", acrescentou, ressaltando as diferenças entre as situações na Líbia e na Síria.

Mesmo condenando a situação na Síria, Hillary disse que esse país nada tem a ver com a Líbia, onde foi necessário intervir.

Com EFE e AFP

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