Oposição ao regime mantém protestos no Egito

Manifestantes prosseguiram com atos contra o governo, apesar de concessões como a punição a policiais envolvidos em repressão

AFP |

Reuters
Segundo dados oficiais, repressão aos protestos deixou pelo menos 850 mortos
Manifestantes egípcios passaram sua segunda noite na Praça Tahrir, no Cairo, onde prometem prosseguir com os protestos contra o regime, apesar das concessões feitas até agora por parte do governo. Centenas de manifestantes reuniram-se no local deste domingo, impedindo inclusive o acesso à Mugamma, um enorme complexo administrativo do governo no centro da capital.

Os participantes do protesto afirmam que manterão as ações até que suas exigências sejam atendidas, entre elas o fim do julgamento militar de civis, o afastamento e indiciamento dos policiais acusados de assinato e tortura de civis.

No sábado, o primeiro-ministro egípcio, Essam Sharaf, anunciou que todos os policiais acusados de ter matado manifestantes desde o início dos protestos contra o regime seriam destituídos. Os protestos tiveram início no começo do ano, em resistência ao regime do presidente Hosni Mubarak.

Essa decisão de destituir os soldados faz parte de uma série de medidas destinadas a responder às crescentes críticas sobre a falta de sanções e a lentidão da Justiça para castigar os responsáveis da repressão às revoltas que derrubaram Mubarak.

Sharaf declarou ter pedido ao Ministério do Interior para "suspender todos os policiais e seus superiores acusados de envolvimento com a morte de manifestantes".  Ele pediu ainda "a aceleração dos processos" contra os acusados e ex-líderes ou aliados do antigo regime, outro dos insistentes requerimentos formulados por diversos movimentos e partidos egípcios que participaram da revolta. Oficialmente, a repressão aos protestos já deixou cerca de 850 mortos.

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