ONU acerta projeto sobre zona de exclusão aérea na Líbia

Apresentado por Reino Unido e França, esboço de resolução deve ser votado por Conselho de Segurança na quinta-feira

iG São Paulo |

Defensores de uma zona de exclusão aérea reivindicaram que o Conselho de Segurança vote na quinta-feira uma resolução da ONU para evitar que os aviões do líder líbio, Muamar Kadafi, lancem bombardeios contra a população do país.

Nesta quarta-feira, o Reino Unido e a França apresentaram um esboço de resolução que imporia uma zona de exclusão. O texto será analisado durante a madrugada e pode ainda ser mudado antes de ser votado pelos 15 membros do conselho. O embaixador da China na ONU, Li Baodong - o atual presidente do conselho -, disse: "Esperamos ter um real progresso amanhã."

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Imagem tirada durante visita organizada por autoridades para grupo de jornalistas em Ajdabiya, na Líbia, mostra soldado com tatuagem do líder Muamar Kadafi
A embaixadora dos EUA Susan Rice disse que o governo Obama "está totalmente comprometido com a urgência e a gravidade da situação em campo, e espero que estejamos em posição de votar em uma resolução séria amanhã. Estamos trabalhando muito duro em direção a esse objetivo".

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, exigiu nesta quarta-feira o fim da violência na Líbia e advertiu que a matança de civis desarmados constitui um "crime contra a humanidade".

Os soldados leais ao líder Kadafi avançam sobre o território conquistado pela oposição e preparam a ofensiva para recuperar a cidade de Benghazi, bastião dos rebeldes e epicentro da revolta. As forças de Khadafi já conquistaram Ajdabiya, último reduto dos rebeldes líbios além de Benghazi, a 160 km.

Ultimato a Benghazi

Nesta quarta-feira, o Exército líbio deu um ultimato aos moradores de Benghazi, alertando para que deixassem os locais controlados por rebeldes e os depósitos de armas, informou a televisão do país. Moradores disseram que a cidade estava calma depois do ultimato.

Um texto transmitido na tela do canal Al-Libya disse aos moradores da cidade, no leste do país, que o Exército estava se aproximando para "apoiá-los e libertar a cidade das gangues armadas". "Pedimos que vocês deixem até meia-noite (horário local) as áreas onde homens armados e depósitos de armas estão localizados."

Notícias da mídia local indicaram na terça-feira que os partidários de Kadafi fizeram protestos na cidade, o que os jornalistas internacionais não puderam confirmar. Não estava claro se esse alerta será seguido de alguma ação.

Kadafi disse ao canal LBC do Líbano que não esperava uma batalha em Benghazi, sede do Conselho Nacional provisório dos insurgentes, e o povo líbio tem ajudado a combater os elementos da rede terrorista Al-Qaeda na região.

*Com AP, AFP e Reuters

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