Obama descarta ofensiva unilateral dos EUA na Síria

Para presidente, situação na Síria é mais complicada que na Líbia, onde Otan interveio no ano passado para ajudar a depor Kadafi

iG São Paulo |

O presidente dos EUA, Barack Obama, caracterizou nesta terça-feira uma ação militar unilateral dos EUA contra o regime sírio de Bashar al-Assad como um "erro", afirmando que a situação no país é mais complicada do que na Líbia, onde uma ofensiva militar da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) ajudou a depor o regime de Muamar Kadafi no ano passado.

AP
O presidente dos EUA, Barack Obama, gesticula durante coletiva na Casa Branca em Washington
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Na Líbia, os EUA "tinham a plena cooperação da região, dos Estados árabes, e sabíamos que poderíamos executar (a operação) de forma efetiva em um período relativamente curto de tempo. Essa é uma situação muito mais complicada", disse em sua primeira coletiva formal na Casa Branca desde outubro. "Devemos pensar no que é efetivo e convém à nossa segurança nacional."

Obama vem resistindo a pedidos para intervir na sangrenta repressão de Assad contra os manifestantes, que deixou mais de 7,5 mil mortos , segundo a ONU.

O presidente americano afirmou que a comunidade internacional não tem sido capaz de organizar uma campanha unificada contra a Síria como a lançada na Líbia. Enquanto no ano passado os ataques aéreos contra o então regime líbio contavam com o aval do Conselho de Segurança da ONU , a Rússia e a China vetaram duas resoluções do Conselho de Segurança da ONU condenando o regime de Assad.

Até agora, a estratégia de Washington e da União Europeia tem sido usar sanções e o isolamento diplomático internacional para pressionar Assad a entregar o poder. "O que acontece na Síria é devastador e escandaloso, e o que temos visto é a comunidade internacional mobilizando-se contra o regime de Assad", declarou Obama.

Segundo Obama, Assad "perdeu toda legitimidade" e a questão não é se ele deixará o poder, mas quando. "Esse ditador cairá como outros ditadores no passado caíram", disse o presidente.

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