Obama debate crise no Egito com líderes mundiais

Casa Branca diz que presidente manifestou "séria preocupação" com os ataques contra jornalistas e pediu libertação dos detidos

iG São Paulo |

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, abordou neste sábado a situação no Egito com a chanceler alemã, Angela Merkel, o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, e o príncipe dos Emirados Árabes Unidos, Mohammed bin Zayed, informou a Casa Branca.

Pelo telefone, Obama manifestou aos líderes sua "séria preocupação" com os ataques contra jornalistas e representantes de grupos de defesa dos direitos humanos, informou a Casa Branca em comunicado.

O presidente americano reafirmou durante as conversas com líderes estrangeiros que o Governo egípcio tem a "responsabilidade" de proteger os direitos de seu povo e de libertar de forma "imediata" os que foram injustamente detidos, acrescenta o comunicado.

Em linha com o assinalado durante os últimos dias, Obama ressaltou a importância de se iniciar imediatamente uma transição ordenada e pacífica no Egito. Ele afirmou que o processo deveria concluir com a formação de um Governo que responda às aspirações de seu povo e deve incluir negociações entre o Governo e a oposição.

A Casa Branca informou que os líderes se comprometeram a manter um estreito contato sobre a situação no Egito. Além disso, Obama e Merkel falaram sobre a reunião do Quarteto para o Oriente Médio (Rússia, EUA, União Europeia e ONU) realizada neste sábado em Munique (Alemanha).

Neste sábado, causou polêmica a declaração do enviado especial dos Estados Unidos ao Egito, Frank Wisner, que afirmou que Mubarak, "precisa continuar no cargo" durante uma transição no poder no país árabe. A fala de Wisner ocorreu enquanto manifestantes protestavam pelo 12º dia consecutivo no Egito, exigindo a renúncia imediata do presidente.

O porta-voz do Departamento de Estado americano, PJ Crowley, afirmou que Wisner expressava sua própria opinião, que não coincidia com a do governo de Barack Obama.

Ex-embaixador no Egito, Wisner foi enviado por Obama ao Cairo na segunda-feira, aparentemente para convencer Mubarak a anunciar sua saída. "Nós precisamos conseguir um consenso nacional sobre as pré-condições para o próximo passo à frente. O presidente deve permanecer no cargo para conduzir essas mudanças", ele afirmou na Conferência de Segurança de Munique, na Alemanha.

"Ele (Mubarak) deu 60 anos de sua vida para servir seu país, este é o momento ideal para ele mostrar o caminho adiante". Em sua fala, Wisner também elogiou a renúncia dos principais líderes do partido do presidente egípcio, anunciada neste sábado pela TV estatal.

*Com EFE e BBC Brasil

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