Obama condena violência no Bahrein, Iêmen e Líbia

Presidente americano lamenta mortos em protestos e pede que países árabes respeitem os direitos dos cidadãos

iG São Paulo |

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, condenou nesta sexta-feira a violência usada para reprimir protestos antigoverno no Bahrein, na Líbia e no Iêmen. A condenação foi feita em um comunicado lido pelo porta-voz da Casa Branca, Jay Carney.

Obama afirmou que os governos dos três países devem respeitar os direitos dos cidadãos de se manifestarem pacificamente e ofereceu suas condolências às famílias dos mortos nos protestos.

AFP
Médica é consolada por colega em hospital para onde foram levados os feridos nos protestos em Manama, no Bahrein
Manifestações antigoverno acontecem nesta sexta-feira em cidades de Iêmen, Líbia, Bahrein, Jordânia e Djibuti, onde milhares realizam protestos inspirados nas revoltas populares de Tunísia e Egito, que levaram à queda de presidentes que estavam no poder há décadas.

No Iêmen, opositores saíram às ruas pelo oitavo dia consecutivo na capital, Sanaa, e nas cidade de Taiz e Áden. Os protestos, convocados pela internet, pedem a renúncia do presidente Ali Abdullah Saleh, no poder há 32 anos.

Na segunda maior cidade da Líbia, Benghazi, forças de segurança reprimiram protestos contra o governo em frente ao principal tribunal local. A cidade foi palco de violentos choques entre manifestantes e policiais nos últimos dois dias.

No Bahrein, soldados lançaram gás lacrimogêneo e atiraram para o alto para tentar conter milhares de manifestantes que desafiaram a proibição a protestos determinada pelo Exército na quinta-feira. Os choques começaram horas depois do enterro de dois homens mortos em protestos anteriores.

Dezenas de milhares de pessoas compareceram aos enterros, muitos carregando cartazes e cantando slogans de oposição ao xeque Hamad bin Isa Al-Khalifa. Pouco depois, as preces de sexta-feira se converteram em mais uma oportunidade de protesto. Em uma mesquita, xiitas gritavam "vitória ao Islã" e morte à família real bareinita.

Na Jordânia, manifestantes antigoverno protestaram pela sétima sexta-feira consecutiva. Nas ruas da capital, Amã, cerca de dois mil estudantes, conservadores muçulmanos e ativistas de extrema esquerda pediram reformas constitucionais, mais liberdade e redução no preço dos alimentos.

Houve confrontos com cerca de 200 partidários do governo, que estavam armados com bastões, canos e pedras. "Eles nos bateram e nós tentamos nos defender, bater de volta", airmou o estudante Tareq Kmeil. "Os policiais não fizeram nada para nos proteger, apenas ficaram lá olhando."

A sexta-feira também foi de protestos no Djibuti, pequeno país do leste da África com cerca de 750 mil habitantes. Um opositor disse que autoridades usaram bastões e gás lacrimogênio para dispersar milhares de manifestantes que saíram às ruas para exigir a renúncia do presidente Ismail Omar Guelleh, que está no segundo mandato e disputará mais uma eleição em abril.

No ano passado, Guelleh mudou a Constituição do país, que determinava um limite de dois mandatos presidenciais. A família do líder está no poder no Jibuti há mais de três décadas.

Na eleição de 2005, Guelleh foi candidato único. Agora, um de seus potenciais adversários é Abdourahman Boreh, que vive em Londres mas já demonstrou seu apoio às manifestações contra o presidente.

Diversas bases militares estão localizadas no Djibuti, incluindo a única base americana na África.

Com AP e BBC

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