Novos protestos na Tunísia deixam ao menos 5 mortos e 50 feridos

Protestos aconteceram na noite de sábado em El Kef, no noroeste da capital em protesto contra chefe de polícia local

EFE |

Pelo menos cinco pessoas morreram e 50 ficaram feridas após novos protestos na noite de sábado em El Kef, no noroeste da capital da Tunísia, e em Kebili, no sul, informaram neste domingo fontes policiais e sindicais.

Em El Kef, quatro destas pessoas morreram e outras 50 ficaram feridas no enfrentamento entre forças policiais e manifestantes, informou à Agência Efe um membro da polícia local. Cerca de mil pessoas protestaram no sábado na porta da delegacia de El Kef exigindo a saída do chefe da polícia "por abuso de poder".

Os membros da polícia que estavam na delegacia "abriram fogo contra os manifestantes", segundo a mesma fonte.

Um jovem de 19 e um homem de 46 anos morreram no local e outros dois morreram no caminho para o hospital, acrescentou. Outra pessoa morreu no sábado em Kebili, no sul do país, como consequência de mais enfrentamentos entre manifestantes e forças da ordem, informaram à Efe fontes sindicais locais.

A vítima, um jovem de 18 anos, morreu após ser atingido na cabeça por uma bomba de gás lacrimogêneo. Cerca de mil habitantes de Kebili protestaram para impedir o acesso ao edifício do governo do novo governador regional designado pelo primeiro-ministro, Mohamed Ghannouchi, na quinta-feira passada.

Os manifestantes acusam o novo governador de "corrupto e péssima gestão quando ocupou o cargo na região de Kasserine durante o regime de (presidente deposto Zine El Abidine) Ben Ali", revelaram as fontes.

Também impediram os jornalistas da rede de televisão nacional de transmitir a posse do governador "porque consideram que a televisão continua nas mãos dos mesmos jornalistas que apoiavam Ben Ali". Pelo menos três jornalistas ficaram feridos no enfrentamento.

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