Novo premiê da Jordânia promete governo próximo ao povo

Indicado pelo rei Abdullah II, Maruf Bakhit tem sofrido oposição e é acusado de ter fraudado as eleições de 2007 no país

AFP |

O novo primeiro-ministro da Jordânia, Maruf Bakhit, afirmou neste sábado que o próximo governo será "o mais representativo possível" e incluirá "personalidades com credibilidade e próximas ao povo".

"Encontrei-me, desde quarta-feira, com todas as forças políticas do país. Meu objetivo é ouvir a opinião do maior número de pessoas para me informar sobre as expectativas do povo", disse Bakhit.

Bakhit assumiu o posto de premiê depois de o rei Abdullah II ter demitido na terça-feira o primeiro-ministro Samir Rifai para acalmar a população, que reivindicava sua saída. Ao novo chefe de governo, Abdullah II deu como missão um amplo programa de reformas políticas e econômicas.

Em entrevista à AFP, o novo premiê jordaniano precisou que o governo será formado antes de quinta-feira. Neste sábado, segundo disse, ele se encontraria com "representantes de todos os sindicatos", depois de ter se reunido com "grandes políticos e ex-dirigentes para ouvir suas opiniões".

A Frente de Ação Islâmica (FAI), principal partido de oposição e braço político da Irmandade Muçulmana, criticou a escolha de Bakhit, mas seus dirigentes aceitaram se reunir com o novo premiê e depois com o rei Abdullah II.

Na quarta-feira, milhares de jordanianos que saíram às ruas - inspirados pela queda do presidente da Tunísia e pelos tumultos no Egito - e responsabilizavam Rifai pelo crescimento nos preços dos combustíveis e alimentos e pela desaceleração das reformas políticas. "A principal razão de nossa oposição ao primeiro-ministro Bakhit é o fato de que seu governo foi responsável pela manipulação das eleições de 2007", disse o chefe do Departamento Político do FAI, Zaki Bani Ersheid.

A Jordânia também passa por um movimento de contestação social e política que se traduziu em várias manifestações similares às da Tunísia e do Egito.

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