Nova ofensiva do governo deixa mais mortos na Síria

Grupo opositor acusa o governo de ter causado pelo menos 10 mortes neste domingo

EFE |

Pelo menos dez pessoas morreram neste domingo na Síria, entre elas um menor de idade, em uma nova ofensiva das forças leais ao regime de Bashar al-Assad, segundo o grupo opositor Comitês de Coordenação Local (CCL). Este grupo informa em comunicado que oito civis morreram na província de Homs - reduto da oposição -, um em Deir ez Zor e outro na cidade de Duma.

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Reuters
Opositores protestam com o governo sírio neste domingo

Em Homs, onde a repressão das forças de segurança foi especialmente intensa nos últimos meses, a maioria das vítimas morreu por disparos realizados de um posto de controle da polícia. Os tiros do posto de controle, somados aos de francoatiradores, também deixaram vários feridos, embora os CCL não tenham detalhado este último número.

Várias localidades dos arredores de Damasco, como Harasta, Duma e Zabadani, voltaram a ser alvo da ofensiva das tropas leais a Assad. Harasta, que desde sábado está sitiada, foi palco de grande mobilização das forças de segurança, de francoatiradores e de membros de unidades de elite do Exército sírio.

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Já em Zabadani a deserção de vários agentes de segurança provocou confrontos entre eles e o Exército regular desdobrado na cidade. A violência não cessa na Síria, apesar da presença de uma missão de observadores da Liga Árabe no país, onde desde março passado, segundo a ONU, mais de 5 mil pessoas já morreram no contexto de protestos populares contra o regime de Assad.

De fato, segundo as conclusões do relatório preliminar apresentado hoje perante o organismo pan-árabe, os observadores constataram que a violência continua e que as forças militares seguem desdobradas nas cidades, em descumprimento do plano árabe para acabar com a crise. 

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