Mubarak será julgado por morte de manifestantes no Egito

Ex-presidente egípcio, dois de seus filhos e sócio também são acusados de tráfico de influência e enriquecimento ilícito

iG São Paulo |

O ex-presidente Hosni Mubarak, de 83 anos, e seus dois filhos, Alaa e Gamal, serão julgados perante do Tribunal Penal do Cairo pelo assassinato premeditado de manifestantes durante o levante contra seu governo iniciado em 25 de janeiro, anunciou nesta terça-feira o procurador-geral, Mahmoud Abdel-Meguid.

Os três se encontram atualmente em prisão provisória. Mubarak está em um hospital no balneário de Sharm-el-Sheikh e seus filhos estão no presídio de Tora, no Cairo.

De acordo com dados oficiais, os protestos contra Mubarak, que forçaram sua renúncia em 11 de fevereiro, deixaram 846 mortos.

Em comunicado, a procuradoria informou que Mubarak, seus filhos e o sócio Hussein Salem também são acusados de tráfico de influência, danos premeditados aos fundos do Estado e enriquecimento ilícito.

Ainda não foi estabelecida uma data para o julgamento.

O julgamento de Mubarak era uma demanda-chave de muitos egípcios, que durante os protestos reivindicaram que ele e seus assessores enfrentassem a justiça.

A decisão desta terça-feira surge antes de ocorrer na sexta-feira um protesto apelidado de "A Segunda Revolução do Egito", que tinha o objetivo de exigir o julgamento do ex-presidente, retirar do governo todos os membros remanescentes de seu regime e levantar odiadas leis de emergência que continuam em vigor mais de três meses depois de sua queda.

A declaração do procurador-geral acusou Mubarak de ter "conspirado" com o ex-chefe de segurança e outros oficiais para disparar e matar os manifestantes que saíram as ruas desde 25 de janeiro.

*Com AP, AFP e EFE

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