Mubarak é transferido para UTI de hospital em Sharm el-Sheikh

Ex-presidente egípcio foi levado às pressas ao hospital depois de sofrer ataque cardíaco durante interrogatório

iG São Paulo |

O ex-presidente egípcio Hosni Mubarak foi transferido para a unidade de tratamento intensivo do Hospital Internacional de Sharm el-Sheikh, no resort Red Sea, pouco depois de sofrer um ataque cardíaco durante um interrogatório, informou a agência oficial Mena.

Seus filhos, Alaa e Gamal, que foram interrogados por promotores em al-Tor, capital do Sinai do Sul, voltaram para Sharm el-Sheikh após serem informados da internação do pai. O interrogatório de Alaa e Gamal Mubarak continuará em Sharm el-Sheikh, de acordo com fontes ligadas ao governo.

AP
Mubarak durante encontro que teve com o chanceler dos Emirados Árabes, no Cairo (8/2/2011)
Mubarak deu entrada no hospital às 17h (12h de Brasília) no resort Red Sea, onde está vivendo com sua família desde que protestos antigovernamentais o forçaram a renunciar em fevereiro.

A rede de televisão estatal informou que Mubarak recusou-se a comer ou beber desde que recebeu a notícia, nesta terça-feira de manhã, de que seria interrogado. No domingo, o promotor público Abdel Magid Mahmud ordenou a investigação, como parte de uma varredura de casos de corrupção e abuso.

O ex-presidente egípcio chegou ao hospital sob forte esquema de segurança e foi internado na ala VIP, informou a rede de televisão estatal, acrescentando que o hospital não estava aceitando quaisquer pacientes, exceto os casos de emergência.

Carros de polícia e ambulâncias cercavam o hospital, segundo testemunhas. O ex-presidente estava vestido com um agasalho preto e branco quando deu entrada no hospital.

Fontes do hospital disseram que a condição do ex-líder egípcio estava "quase estável".

Interrogatório

O jornal estatal Al-Ahram, citando fontes em Sharm el-Sheikh, informou em seu site que Mubarak havia ido ao hospital "a pretexto de um mal-estar, a fim de não enfrentar um interrogatório".

A família Mubarak seria interrogada por denúncias "ligadas aos crimes de violência contra os manifestantes, levando a mortes e ferimentos", informou a agência de notícias oficial Mena no domingo.

A convocação feita pelo Ministério Público chegou após a divulgação de uma fita de áudio na qual Mubarak defendia sua reputação e após semanas de protestos pedindo que ele fosse levado a julgamento. Na mensagem de áudio, divulgada na rede de televisão pan-árabe Al-Arabiya, Mubarak diz ter sido vítima de uma campanha difamatória.

Mubarak, que tem 82 anos, deixou o poder em 11 de fevereiro, após 18 dias de protestos contra seu governo, que durou quase 30 anos. No final do mandato, ele sofreu diferentes problemas de saúde e passou por uma cirurgia na vesícula.

*Com AFP e AP

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