Monarquias do Golfo pressionam Síria para dar fim à violência

Presidente americano, Barack Obama, debate com Nicolas Sarkozy e Angela Merkel novas medidas contra governo de Damasco

iG São Paulo |

As monarquias do Golfo exigiram neste sábado que a Síria coloque fim ao "banho de sangue" e inicie "sérias reformas" no governo, em um comunicado publicado ao dia seguinte às morte de 22 manifestantes no país, vítimas de disparos das forças de segurança.

AFP
Imagem retirada de vídeo no YouTube mostra protestos contrários ao governo de Assad em Idlib, no noroeste da Síria (5/8)
"O Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) exige que Damasco ponha fim imediato à violência e ao banho de sangue", disse o grupo em comunicado. O CCG, formado pela Arábia Saudita, Kuwait, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Omã e Qatar, pediu ainda "razão e a tomada de sérias e necessárias reformas que protejam os direitos e a dignidade do povo sírio". 

Líderes ocidentais também condenaram o regime do presidente sírio, Bashar al-Assad, pelo uso da “violência indiscriminada” contra os manifestantes opositores.

De acordo com a Casa Branca, o presidente americano, Barack Obama, chamou os líderes Nicolas Sarkozy (França) e Angela Merkel (Alemanha) para discutir novas medidas contra Damasco.

Vítimas

Ativisitas e testemunhas disseram que ao menos 24 pessoas morreram em meio aos protestos de sexta-feira. Enquanto sete pessoas teriam morrido em Arbin, a oeste de Damasco, cinco teriam sido mortos em Homs, outros cinco em Hama, três em Dumair, dois na própria capital, um em Deraa e outro em Madamiya, nos arredores da capital.

Segundo estimativas da ONG Observatório Sírio para os Direitos Humanos, cerca de 1.653 civis e 389 membros das forças de segurança sírias morreram desde o início da onda de protestos no país, em março.

*Com EFE, AFP e BBC

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