Militares da Força Aérea fecham aeroporto na capital do Iêmen

Ação é feita em protesto por remoção de comandante que é parente do ex-presidente Ali Abdullah Saleh

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Integrantes da Força Aérea do Iêmen fecharam neste sábado o aeroporto da capital, Sanaa, impedindo partida e chegada de quaisquer voos, em protesto pela remoção de seu comandante, um meio-irmão do ex-presidente Ali Abdullah Saleh, segundo informo uma autoridade do setor da aviação.

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Veículos militares lotados de soldados dispensavam os passageiros do aeroporto e impediam os aviões de decolar ou aterrissar, disseram testemunhas. A atitude foi um desafio ao presidente Abd-Rabbu Mansour Hadi, que substituiu Saleh no começo do ano.

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Veículo militar é colocado em portão da base aérea de Al-Dailami, parte do Aeroporto Internacional de Sanaa
Na sexta-feira, Hadi destituiu o comandante da Força Aérea, como parte de uma reformulação com o objetivo expurgar aliados de Saleh de postos-chave e reestruturar as Forças Armadas, as quais se dividiram durante o levante contra o regime de Saleh, tendo algumas unidades tomado o partido dos manifestantes.

No começo do ano os manifestantes que exigiam a renúncia do comandante da Força Aérea, general Saleh al-Ahmar, provocaram o fechamento de vários aeroportos. Na sexta-feira Hadi transferiu-o para o cargo de assistente do ministro da Defesa.

O fechamento de aeroportos é uma evidência dos desafios que Hadi enfrenta para reestruturar o Exército do Iêmen, mexendo com os interesses dos aliados de Saleh que estão enraizados na corporação, bem como os do poderoso general Ali Mohsen al-Ahmar, que também teve alguns de seus amigos removidos de cargos na sexta-feira.

Levante

O general Ali Mohsen se voltou contra Saleh no começo do ano, assim como uma ala das Forças Armadas, o que resultou em combates abertos esporádicos nas ruas de Sanaa contra tropas legalistas e milícias tribais, fato que deixou o país à beira da guerra civil.

Um comitê encarregado de desmilitarizar a capital estava neste sábado desmantelando alguns postos de controle criados pelas facções que haviam entrado em confronto na parte oeste da cidade. A medida visa à retirada dos grupos tribais armados e de soldados das ruas da capital até o fim da semana. As tentativas anteriores de desmilitarização, no entanto, fracassaram.

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Hadi enfrenta uma rebelião sectária no norte do Iêmen e um braço da rede Al-Qaeda concentrado no sul do país, onde também há um movimento separatista que pretende restabelecer um Estado socialista que em 1990 Saleh unificou com o norte.

A agência estatal iemenita de notícias foi alvo de hackers neste sábado, aparentemente simpatizantes dos separatistas do sul. Em vez do noticiário usual havia fotos de líderes sulistas e a antiga bandeira do Estado socialista. Muitos no sul acusam os separatistas do norte de discriminá-los.

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