Milhares protestam contra o governo em cidades da Síria

Segundo testemunhas, forças de segurança abriram fogo contra manifestantes e deixaram ao menos 14 mortos

iG São Paulo |

Milhares de manifestantes foram às ruas nesta sexta-feira em várias cidades da Síria para protestar contra o regime do presidente Bashar al-Assad. A manifestação é uma das maiores desde que a onda de protestos começou, em março.

De acordo com testemunhas, forças de segurança abriram fogo contra manifestantes em alguns dos protestos. Há informações de que os choques deixaram mortos. De acordo com a Associated Press e a BBC, ativistas de direitos humanos falam em 14 mortos em diferentes regiões do país.

Reuters
Manifestantes protestam contra o governo em Damasco, capital da Síria

Apesar da forte repressão aos protestos, os sírios realizaram manifestações na capital, Damasco, e em outras grandes cidades como Hama e Homs. Confrontos também teriam acontecido na fronteira da Turquia durante uma operação militar que busca acabar com o fluxo de refugiados para o país vizinho.

Vídeos publicados na internet mostraram dezenas de pessoas marchando em frente a uma mesquita em Damasco e gritando: "Fora Bashar, a Síria está livre".

'Mapa da estrada'

Na quinta-feira, o jornal "The Guardian" afirmou que os EUA estão promovendo um " mapa da estrada " para reformas políticas na Síria que transformaria o regime de Bashar al-Assad, mas o deixaria no poder por enquanto - apesar das reivindicações feitas por sua renúncia.

Fontes da oposição sírias revelaram ao jornal britânico que o Departamento de Estado americano tem encorajado discretamente a discussão do esboço do documento não divulgado publicamente, mas que circulou em uma conferência sem precedentes da oposição em Damasco na segunda-feira. Segundo essas fontes, o embaixador dos EUA está conclamando o diálogo com o regime.

Assad supervisionaria o que o mapa da estrada chama de "uma transição segura e pacífica para a democracia civil". Ele pede controle maior sobre as forças de segurança, o desmantelamento das gangues "Shabiha" acusadas de atrocidades, o direito legal às manifestações pacíficas, amplas liberdades de imprensa e a indicação de uma assembleia de transição.

O documento exige um "pedido de desculpas claro e franco" e a prestação de contas de organizações e indivíduos que "fracassaram em acomodar protestos legítimos" e pede a indenizações para as famílias de vítimas da repressão. Segundo a oposição, 1,4 mil morreram desde o início dos protestos, em 15 de março. O governo diz que 500 membros das forças de segurança morreram.

Com AP e BBC

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