Milhares de marroquinos pedem mudanças e libertação de presos políticos

Manifestantes pedem uma Constituição democrática em uma onda de protesto que segue desde fevereiro

EFE |

Apesar do rei Mohammed VI ter anunciado uma reforma constitucional e conceder indultos a 190 presos políticos, milhares de marroquinos foram às ruas, neste domingo, para pedir mudanças políticas e sociais e exigir a libertação de presos políticos. Entre as exigências, a população pedia o fim dos “centros de detenção secretos".

AFP
Marroquinos foram às ruas pedir libertação de presos políticos e uma Constituição democrática
Organizado pelo "Movimento 20 de Fevereiro", as manifestações contou com a presença de presos políticos que receberam o indulto do rei Mohammed VI, entre eles Mohammed Meruani e Mustafa Moatasim, líderes de dois pequenos partidos políticos islamitas. Ambos fazem parte do grupo de presos políticos que foram libertados pelo rei na semana passada, após receber o indulto do monarca.

Os manifestantes, em sua grande maioria islamita, gritavam palavras de ordem, pediam a libertação de presos políticos, clamando pelos direitos humanos e o fim da corrupção e do totalitarismo.

Nos protestos de Marrakech e Tânger participaram cerca de 10 mil pessoas, enquanto em Sefru e Taza foram 1,5 mil e 3 mil manifestantes, respectivamente. Na cidade de Al Hoceima cerca de 2 mil pessoas saíram às ruas e em Fez a estimativa é de pelo menos 3 mil, segundo os organizadores.

"Tomamos as ruas hoje porque ainda não responderam às nossas reivindicações. Pedimos uma constituição popular e democrática que represente a vontade do povo e não uma reforma que se faz por uma comissão consultiva designada por uma só pessoa", afirmou à Agência EFE um membro do Movimento 20 de Fevereiro.

O movimento, que surgiu da iniciativa de jovens pela rede social Facebook, já protagonizou mobilizações maciças nas cidades marroquinas nos dias 20 de fevereiro e 20 de março para reivindicar reformas políticas, econômicas e sociais no país.

A Comissão Consultiva sobre a Reforma Constitucional (CCRC), designada pessoalmente pelo rei e liderada pelo professor Abdelatif Menuni, está encarregado de redigir as emendas constitucionais e deverá entregar seus trabalhos em junho.

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