Mau tempo atrasa saída de brasileiros da Líbia

Navio fretado pela empresa Queiroz Galvão espera melhora das condições meteorológicas para retirar funcionários de Benghazi

iG São Paulo |

Reuters
Trabalhadores de vários países esperam por embarque no porto de Benghazi, na Líbia (24/02)
O mau tempo atrasou a volta para casa de 148 brasileiros que estão em Benghazi, no litoral leste da Líbia. O navio fretado pela construtora Queiroz Galvão para buscar cerca de 180 de seus funcionários - os outros são de nacionalidade portuguesa, espanhola e tunisiana - chegou na tarde da quinta-feira ao porto, mas precisa aguardar a melhora das condições meteorológicas para que a fila de embarcações esperando para atracar no porto volte a andar.

Só então será liberado um píer para que o navio possa iniciar o embarque dos passageiros. Benghazi é a segunda maior cidade da Líbia e o local onde começaram os protestos contra o presidente Muamar Kadafi, no poder desde 1969.

A Embaixada do Brasil em Atenas, para onde os brasileiros serão levados, informou que, em condições normais, a viagem leva 17 horas. Se saírem hoje de Benghazi, os brasileiros só desembarcariam no porto de Pireu, para onde o navio se dirigirá, no sábado.

O governo líbio retém os passaportes de estrangeiros que vivem no país, por isso os funcionários da empreiteira viajam sem passaporte.

A representação brasileira considera que sua principal tarefa, além da assistência geral aos brasileiros, é emitir rapidamente todos os documentos de autorização para retorno ao Brasil.

Houve tentativas prévias de buscar os brasileiros em Benghazi por via aérea, mas há relatos de que a pista do aeroporto da cidade foi destruída no início da semana em meio à instabilidade na região.

Odebrecht

A empresa Odebrecht anunciou que fretaria três aviões para retirar funcionários e seus familiares da Líbia.

Na quinta-feira, o primeiro voo fretado chegou à ilha de Malta, no Mediterrâneo, com 446 funcionários da Odebrecht que estavam na capital líbia, Trípoli, incluindo 114 brasileiros - quatro deles funcionários da Petrobras. Permanecem na Líbia 2,7 mil empregados da empresa, de diferentes nacionalidade. Parte deles deve deixar a Líbia em um navio.

Andrade Gutierrez

A empresa Andrade Gutierrez afirmou ter concluído sua 'operação de retirada' nesta quinta-feira. No total, foram transportadas 234 pessoas, entre funcionários, colaboradores e familiares de cinco nacionalidades. Destes, 14 eram brasileiros.

O transporte foi feito em voos comerciais e em um avião C-130 da Força Aérea brasileira. A empresa informou que seus negócios na Líbia estão temporariamente paralisados e uma comissão integrada por colaboradores líbios está responsável pela gestão dos ativos da empresa no país.

Outros brasileiros, entre eles o técnico da seleção de futebol da Líbia, Marcos Cesar Dias de Castro, mais conhecido como Paquetá, desembarcaram no Rio de Janeiro na quinta-feira por volta das 11h.

Com BBC

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