Oposição denuncia novo massacre em Homs, na Síria

Ao menos 47 corpos, muitos dos quais de mulheres e crianças, foram encontrados na cidade; chanceleres discutem situação em NY

iG São Paulo |

Pelo menos 47 corpos, muitos dos quais de mulheres e crianças, foram encontrados na cidade síria de Homs (centro) como resultado de um "massacre" atribuído pelos militantes da oposição às forças do regime de Bashar al-Assad e pela televisão oficial síria a "grupos terroristas".

AP
Militante do Exército Livre da Síria é tratado por médicos após ter sido ferido durante confrontos contra soldados do governo em Idlib, norte da Síria (10/03)
Os corpos, segundo Hadi Abdallah, militante local da Comissão Geral da Revolução Síria, foram encontrados nos bairros de Karm al-Seitum e Al-Adauieh, alguns deles degolados e outros esfaqueados pelos shabiha (milícias do regime). Segundo ele, membros do Exército Livre da Síria (formado por militares desertores) filmaram os corpos após levá-los ao bairro de Bab Sebaa, considerado mais seguro.

"Algumas vítimas foram degoladas, outras apunhaladas, outras, sobretudo as crianças, atacadas na cabeça por objetos cortantes. Uma menina foi mutilada e algumas mulheres foram violentadas antes do assassinato", disse.

Em referência à Rússia e à China, que rejeitaram duas resoluções do Conselho de Segurança da ONU denunciando a repressão do regime ao levante popular antigoverno, o Conselho Nacional Sírio (o principal grupo de oposição do país) afirmou que "os Estados que apoiam o regime são cúmplices de seus atos e crimes".

A televisão estatal, no entanto, acusou "grupos terroristas armados" de terem "sequestrado cidadãos em bairros de Homs e feito gravações para provocar reações internacionais contra a Síria".

Centenas de famílias abandonaram os bairros de Homs, especialmente Karm al-Seitum, durante a madrugada, pelo temor de novos ataques, segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), que tem sede no Reino Unido.

O anúncio sobre o novo massacre foi feito horas antes de uma reunião nesta segunda-feira em Nova York entre os ministros das Relações Exteriores da Europa, Rússia e EUA consagrada à Primavera Árabe e para discutir o conflito israelo-palestino.

Segundo fontes diplomáticas, a crise na Síria dominará os debates da reunião, que deve ser conturbada. A reunião ocorrerá um dia depois de uma missão infrutífera em Damasco do emissário internacional Kofi Annan . A violência não dá trégua na Síria. Segundo a ONU, 7,5 mil foram mortos desde março do ano passado, quando teve início o levante contra o regime de Assad.

*Com AFP

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