Marroquinos vão às ruas de Marrakech pedir reformas democráticas

Manifestantes protestaram contra governo do rei Mohammed 6º e lembraram mortos em atentado em café no dia 28 de abril

iG São Paulo |

AFP
Marroquinos do Movimento 20 de Fevereiro saíram às ruas de Marrakech neste domingo
Milhares de pessoas foram neste domingo à praça Djemma el-Fna, em Marrakech, no Marrocos, palco do último atentado terrorista cometido no país, para reivindicar que a luta contra o terrorismo não sirva de argumento para frear as reformas democráticas do país.

Os manifestantes, convocados pelo Movimento 20 de Fevereiro, se concentraram por volta das 11h locais (7h de Brasília) em uma das entradas da medina da cidade e percorreram bairros populares até chegar à praça, onde permaneceram em frente ao café Argana , local da explosão de 28 de abril.

Os cerca de 20 mil presentes gritaram palavras de ordem reivindicando mais ousadia nas reformas democráticas e a dissolução do partido governista Istiqlal, além de protestar contra a corrupção e alguns conselheiros próximos ao rei Mohammed 6º. O protesto deste domingo teve também caráter especial de luto pelo atentado de Argana, que deixou 15 mortos e 20 feridos.

“A manifestação foi convocada contra esse ato de terrorismo e a manipulação que se possa fazer dele", disse Abdeluahed Ahtetecht, um dos organizadores do protesto que leu o comunicado final.

Em seu discurso, o Movimento 20 de Fevereiro insistiu em reivindicações democráticas de costume, como uma Constituição democrática popular, a dissolução do Parlamento e do governo, assim como a libertação de todos os presos políticos.

"Estamos contra tudo o que o Estado concedeu até agora, queremos reformas verdadeiras: democracia e liberdade para todo mundo", assinalou Ahtetecht.

O rei Mohammed 6º anunciou em discurso à nação no dia 8 de março o início de uma reforma constitucional na qual se atribuirão maiores poderes ao primeiro-ministro e ao Parlamento. A reforma da Carta está a cargo de uma comissão escolhida pelo próprio rei e deverá ser aprovada em plebiscito.

*Com EFE

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