Marrocos vive neste domingo 1ª jornada de protestos após revoltas árabes

Jovens que convocaram os protestos pela internet insistem em que seu país necessita de "uma Constituição democrática"

EFE |

O Marrocos aguarda com expectativa a realização neste domingo da primeira manifestação nas principais cidades do país após a explosão das revoltas nos países árabes, em uma jornada que os organizadores batizaram como Dia da Dignidade.

Enquanto partidos políticos e meios de comunicação lançam a mensagem praticamente unânime de que o caso marroquino é diferente dos demais países árabes, os jovens que convocaram os protestos através do Facebook - o Movimento 20 de Fevereiro - insistem em que seu país necessita de "uma Constituição democrática".

Até hoje, a internet foi o principal campo de batalha entre os partidários de uma profunda reforma constitucional, que defendem uma monarquia executiva, como a atual, ao mesmo tempo que alertam para os riscos da instabilidade.

As sabotagens nos grupos do Facebook foram frequentes até o último momento, como denunciou Osama el Jlifi, criador de uma das páginas que chamam a população para a mobilização.

O Marrocos reconheceu o direito às manifestações, sobretudo as sociais, mas semeou dúvidas sobre os indivíduos que convocaram os protestos, principalmente depois que o ilegalizado movimento islamita Al Adl wal Ihsan (Justiça e Caridade) anunciou que vai participar delas. EFE er/tf

    Leia tudo sobre: marrocosprotestomundo árabe

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG