Manifestação no Iêmen deixa ao menos 3 mortos

Ao menos dez ficaram feridos quando forças de segurança usaram gás lacrimogêneo e dispararam para dispersar protesto em Taiz

iG São Paulo |

Forças iemenitas abriram fogo contra manifestantes que bloqueavam um prédio governamental nesta segunda-feira, deixando ao menos três mortos em Taiz, cidade que vem sendo cenário de alguns dos maiores protestos pela queda do presidente Ali Abdullah Saleh, disseram testemunhas.

AFP
Manifestantes do Iêmen participam de manifestação contra o presidente Ali Abdullah Saleh na cidade de Ibb, a 190 km a sudoeste da capital Sanaa
Pelo menos dez manifestantes ficaram feridos quando forças de segurança, algumas em veículos blindados, moveram-se para dispersar a manifestação em Taiz, a 250 quilômetros ao sudoeste da capital Sanaa.

Testemunhas afirmaram que as forças de segurança usaram bombas de gás lacrimogêneo e atiraram com balas reais para dispersar centenas que estavam reunidas, desde domingo, na principal avenida da cidade.

"Uma grande força de policiais e membros do Exército atacaram os manifestantes e os perseguiram em áreas residenciais. Eles abriram fogo e usaram gás lacrimogêneo pesadamente", disse Bushra al-Maqtari, um ativista de Taiz.

Um dos mortos é um pequeno comerciante que mantinha um quiosque. Ele foi atingido por uma bala perdida.

A tensão tem aumentado no país da Península Arábica desde que um plano mediado por países do Golfo para acabar com a crise política no Iêmen se aproximou do colapso.

Saleh mantém o poder apesar dos três meses de protestos nas ruas que costumam atrair milhares. Muitos dos aliados de Saleh o abandonaram, incluindo um general que está agora entre os manifestantes.

Os choques entre policiais e manifestantes ocorreram um dia depois que um manifestante morreu e outros quatro ficaram feridos em outros incidentes com policiais durante outro protesto em Taiz.

As manifestações no Iêmen começaram no dia 27 de janeiro e a princípio pediam reformas democráticas, mas agora exigem a queda do regime do presidente Saleh. Os incidentes violentos demonstram o aumento da tensão no Iêmen, onde a repressão ao movimento pelo menos 155 mortos desde o fim de janeiro.

A crise política se encontra em um impasse depois que Saleh rejeitou uma proposta dos países do Conselho de Cooperação do Golfo Pérsico (CCG) que incluía sua saída pacífica do poder.

*Com Reuters, EFE e AFP

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