Liga Árabe se reúne para decidir sanções contra Síria

Ministros árabes discutem como impor punições econômicas depois de Damasco ter falhado em implementar plano de paz regional

iG São Paulo |

Reuters
Manifestantes protestam contra o presidente sírio Bashar al-Assad em Homs (22/11)
Ministros árabes, instigados a agir pelo agravamento da violência na Síria, reúnem-se no Cairo neste domingo para planejar como impor sanções ao governo do presidente Bashar al-Assad depois de ele ter falhado em implementar um plano de paz regional .

Os ministros pediram ao conselho social e econômico da Liga Árabe para esboçar medidas depois de Damasco ignorar um prazo para deixar entrar no país monitores árabes e para tomar medidas para acabar com a repressão do governo a um levante que dura oito meses contra o regime de Assad.

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O conselho, que se reuniu no sábado, propôs congelar os bens do governo sírio, suspender os voos comerciais, parar os negócios com o banco central da Síria e proibir viagens de autoridades do governo sírio.

Essas medidas podem mergulhar a Síria ainda mais na crise econômica, embora os ministros árabes digam que as sanções não vão prejudicar o povo.

"O encontro de hoje vai destacar duas questões. A primeira é a aprovação das decisões tomadas pelo conselho ontem e a segunda é descobrir uma maneira de impô-las ao regime sírio para que não encontre um modo de driblá-las," disse uma fonte da Liga.

"A coisa mais importante que buscamos é que as sanções façam a diferença e sejam implementadas," disse, pedindo anonimato por causa da delicadeza da questão.

Enquanto a Liga Árabe discute as sanções, ataques do Exército deixaram ao menos dez mortos, incluindo um menor de idade, de acordo com o grupo opositor Observatório Sírio de Direitos Humanos. Os ataques foram lançados na cidade de Homs ou em seus arredores, na capital do país, Damasco e em Deir ez Zor.

Desde o mês de março, milhares de cidadãos sírios saíram às ruas do país para pedir o fim do regime de Assad. De acordo com a ONU, a repressão contra a revolta popular deixou mais de 3,5 mil mortos no período .

*Com Reuters e EFE

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