Liga Árabe pedirá ajuda à ONU para prosseguimento de missão na Síria

Relatório de observadores relata a presença de cadáveres nas ruas e troca de acusações sobre a responsabilidade das mortes

iG São Paulo |

O grupo de contato para a Síria da Liga Árabe decidiu neste domingo que o organismo solicitará ajuda política, financeira e logística à ONU para apoiar a missão de observadores árabe desdobrada no país. Segundo um comunicado divulgado ao término de uma reunião no Cairo, os membros desta comissão ministerial concordaram também em "dar tempo suficiente" aos observadores para que completem seu trabalho na Síria.

Reuters
Integrantes da Liga Árabe durante divulgação do relatório dos observadorer na Sìria
O primeiro relatório dos observadores da Liga Árabe na Síria pede o prosseguimento da missão, com a justificativa de que sofreram "perseguição" por parte das autoridades e da oposição, informou uma fonte diplomática à margem de uma reunião neste domingo da organização pan-árabe no Cairo.

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"O relatório apela para a continuação dos trabalhos da missão, com mais equipamentos tecnológicos, e faz um pedido à oposição e ao governo para que deixem a missão circular livremente", declarou aos jornalistas um diplomata árabe, que pediu anonimato.

O relatório indica que os observadores foram "vítimas de perseguição por parte do governo sírio e da oposição", acrescentou o diplomata. O documento fala sobre a presença de cadáveres nas ruas, mas também sobre as acusações mútuas do poder e da oposição sobre a responsabilidade das mortes, afirmou. Os relatores informaram sobre a presença de veículos militares "na maioria das cidades" visitadas, prosseguiu o diplomata.

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De acordo com a fonte, os observadores foram informados pelo poder de Damasco sobre os prisioneiros libertados, mas não conseguiram investigar se eram presos políticos ou criminosos comuns.

O comitê ministerial da Liga, responsável pelo caso da Síria, anunciou no início da tarde uma reunião no Cairo, sede da organização pan-árabe, a fim de questionar o general sudanês Mohammed Ahmed Mustafá al-Dabi, que lidera os 163 observadores atualmente na Síria. Enquanto isso, os apelos para que a questão da Síria seja tratada pela ONU se multiplicam. A oposição síria acusa os observadores de serem "manipulados" pelo regime do presidente Bashar al-Assad e a incapacidade da Liga de acabar com a violência.

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