Liga Árabe estende por um mês missão de observadores na Síria

Chanceleres aprovam recursos adicionais a um número maior de monitores; autoridades disseram que treinamento será dado por ONU

iG São Paulo |

AP
Manifestantes opositores participam de protesto na cidade de Zabadani, Síria, perto da fronteira do Líbano (20/01)
A Liga Árabe decidiu neste domingo manter por mais um mês sua missão de observadores na Síria, disseram autoridades da organização de 22 membros, apesar das amplas críticas contra suas operações.

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A decisão foi tomada durante encontro entre os ministros das Relações Exteriores árabes no Cairo, onde decidiram adicionar mais membros à missão e lhes fornecer mais recursos.

As autoridades, que falaram sob condição de anonimato, disseram que a ONU treinará os observadores. A medida era amplamente esperada depois que o mandato da problemática missão expirou na quinta-feira .

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Muitos no movimento de oposição da Síria reclamaram que os observadores fracassaram em coibir o banho de sangue no país, enquanto o regime reprime um levante popular de dez meses que, de acordo com a ONU, deixou mais de 5 mil mortos.

Em contraponto aos críticos do regime há aqueles que temem que enfraquecer o presidente Bashar al-Assad possa levar a Síria, com sua forte mistura de alianças religiosas e étnicas, a um conflito mais profundo, que poderia desestabilizar toda a região.

O chefe do esforço de monitoramento, o general sudanês Mohammed al-Dabi, foi à capital egípcia para apresentar seu relato aos ministros, que reuniram depois de um encontro do comitê sobre a Síria da Liga Árabe.

Centenas foram mortos durante o período em que missão de monitoramento, enviada para garantir que a Síria implementasse um plano árabe acordado no início de novembro, esteve no país.

Citando um comunicado do grupo opositor Comitês de Coordenação Local, a agência EFE afirmou neste domingo que o número de civis mortos desde 26 de dezembro seria de 976. Como o regime de Assad restringe o acesso da imprensa no país, a informação não pôde ser confirmada de forma independente.

*Com Reuters, AP e EFE

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