Líder do Iêmen estaria com 40% do corpo queimado e com pulmão comprometido

Fontes dos EUA dizem à CNN que ferimentos causados por ataque põem em dúvida se Saleh voltará a país; oposição toma Taiz

iG São Paulo |

AFP
O presidente do Iêmen, Ali Abdullah Saleh, em foto de 22/05/2011
O presidente do Iêmen, Ali Abdullah Saleh, sofreu queimaduras em 40% do corpo e tem um pulmão comprometido como consequência do atentado que sofreu na sexta-feira em Sanaa, segundo altos funcionários americanos citados nesta terça pela cadeia "CNN".

Saleh tem um ferimento provocado por uma lesão no peito de sete centímetros de profundidade, informaram as fontes. As fontes anônimas americanas puseram em dúvida se Saleh, que recebe tratamento médico na Arábia Saudita e que cedeu seus poderes provisoriamente ao vice-presidente do Iêmen, Abderabu Mansur Hadi, poderá voltar a desempenhar seu cargo.

Uma das fontes consultadas pela "CNN" comentou que não acredita que os sauditas permitirão a Saleh retornar ao Iêmen, com as autoridades de Riad devendo pressioná-lo a aceitar a proposta do Conselho de Cooperação do Golfo, que prevê sua renúncia em troca de imunidade.

No entanto, a televisão estatal iemenita "Ejbaria" assegurou na segunda-feira que o presidente voltaria ao Iêmen assim que se recuperar das duas intervenções cirúrgicas realizadas na Arábia Saudita. Saleh chegou no domingo à base aérea Rei Khalid , na Arábia Saudita, e de lá foi conduzido a um hospital militar onde permanece internado.

Tomada de Taiz

Mais de 400 combatentes tribais tomaram o controle de Taiz, a segunda maior cidade do Iêmen, após um confronto com as forças leais ao presidente Saleh, disse nesta terça-feira à AFP o principal líder tribal da região, xeque Said al-Mejlafi. "Taiz está nas mãos dos rebeldes", afirmou o xeque, chefe do conselho tribal de Taiz. A tomada de controle é um grande retrocesso para o governo.

Os combatentes estavam em confronto com as forças de segurança iemenitas perto do Palácio da República do Palácio, e, segundo testemunhas, eles agora estão em controle da cidade. O palácio não fica tão longe da Praça da Liberdade da cidade - um dos locais de concentração dos protestos antigoverno. A cidade fica a 270 km ao sudoeste de Sanaa.

AFP
Combatentes tribais do Iêmen observam danos na casa de seu líder, xeque Sadiq al-Ahmar, em Sanaa (07/05)
As forças do governo estão se reagrupando em um esforço para voltar a entrar na cidade. o Governo iemenita enfrentou condenação internacional pelo uso excessivo de força contra os manifestantes contrários ao regime e pelas mortes durante a repressão em Taiz.

*Com EFE e AFP

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