Líder da Al-Qaeda manifesta apoio a rebeldes sírios

Em vídeo, Ayman al-Zawahri pede aos muçulmanos para unirem forças contra o regime 'pernicioso e cancerígeno' de Bashar al-Assad

iG São Paulo |

O chefe da Al-Qaeda pediu aos muçulmanos de outros países apoiarem os rebeldes na Síria na luta que há 11 meses lutam para derrubar o regime do presidente Bashal al-Assad, dizendo que eles não podem depender do Ocidente para conseguir ajuda.

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AP
Líder da Al-Qaeda, Ayman al-Zawahri, divulga vídeo em apoio aos rebeldes sírios

Ayman al-Zawahri, em um vídeo divulgado na noite de sábado, pediu aos muçulmanos do Iraque, Jordânia, Líbano e Turquia para unir forças na revolta contra o "regime pernicioso e cancerígeno" de Assad. Todos os quatro países citados fazem fronteira com a Síria.

Uma autoridade da segurança iraquiana afirmou à Associated Press no sábado que os serviços de inteligência nos últimos quatro meses revelaram um fluxo para a Síria de militantes ligados à Al-Qaeda do norte do Iraque, vindos da cidade de Mosul.

Os comentários das autoridades iraquianas e o vídeo de al-Zawari ocorreram um dia depois que dois carros-bomba explodiram próximo a prédios da segurança em Aleppo , cidade síria que até o momento não tinha sido atingida pela revolta no país. Ninguém reivindicou responsabilidade pelo ataque, e o governo sírio e a oposição trocam acusações.

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"Não há outro tratamento para o (regime de Assad) senão a sua remoção", disse al-Zawahri no vídeo de oito minutos publicado em sites jihadistas, segundo informou o grupo norte-americano que monitora essas mensagens.

"Não dependam do Oeste e da Turquia, que tem acordos, entendimento mútuo e compartilharam com esse regime por décadas e só agora começaram a abandoná-lo", disse. "Em vez disso, dependam de Alá somente e em seus próprios sacrifícios, resistência e firmeza."

Ele pediu aos sírios que se opusessem a ajuda fa Liga Árabe e seus "corruptos governos".

O egípcio al-Zawahri assumiu o controle da Al-Qaeda depois da morte de Osama bin Laden em maio em uma incursão de forças especiais dos Estados Unidos em um bairro no Paquistão.

A autoridade iraquiana disse que ao menos dois homens-bomba da Síria que receberam treinamento em Mosul atravessaram a fronteira para se unir à luta rebelde contra Assad. Militantes armados com armas e explosivos também foram ao país do Iraque.

Vaticano

O papa Bento 16 insistiu no domingo que o governo sírio reconheça as aspirações legítimas de seu povo e embarque em um diálogo nacional para acabar com a violenta repressão às manifestações, que já matou 5,4 mil, segundo a ONU, desde março.

Falando a fieis depois de sua benção semanal, o papa disse que as autoridades sírias também tinham que responder às preocupações da comunidade internacional sobre os confrontos e a instabilidade.

"É urgente responder às aspirações legítimas de seções diferentes da nação, bem como aos auspícios da comunidade internacional", afirmou o papa.

Com AP e Reuters

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