Governo assume que grupo chegou a atacar a cidade, mas diz que Exército repeliu ataque

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O governo líbio negou informações de que os rebeldes localizados no oeste do país tenham conseguido controlar a cidade de Zawiya, um importante ponto estratégico nos combates entre as forças pró e contra o regime do coronel Muamar Khadafi.

Sons de tiros foram ouvidos dentro da cidade por um pequeno grupo de jornalistas estrangeiros que estavam sendo transportados pelo governo para a capital, Trípoli. Um chegou a afirmar que combates estavam ocorrendo no local.
O ministro da Informação líbio, Moussa Ibrahim, disse a jornalistas em Trípoli que Zawiya está "absolutamente sob nosso controle". Ele afirmou que um pequeno grupo de rebeldes chegou a atacar a cidade, mas acabou sendo repelido pelo Exército.

Cerca de 50 insurgentes começaram a combater dentro de Zawiya, mas acabaram sendo cercados, disse Ibrahim.

De acordo com o correspondente da BBC em Trípoli Matthew Price, os rebeldes terão de tomar Zawiya se eles quiserem avançar em direção à capital.

A cidade fica posicionada na principal rota que corre ao longo da costa líbia, indo de Trípoli até a Tunísia. Sem ela, o governo ficará na prática sem ligação com o mundo exterior.

Price afirma que os insurgentes já estão há algumas semanas se dirigindo ao norte, em direção a Zawiya. Mais cedo neste sábado, foi divulgada a informação de que as forças rebeldes estariam a 25 km de distância da cidade.

Avanços dos rebeldes

Nos últimos dias, os rebeldes contrários a Khadafi tiveram uma série de importantes avanços. O mais recente deles foi a conquista, neste sábado, da cidade de Tawarga, distante cerca de 50 km de Misrata.

A correspondente da BBC em Tawarga, Orla Guerin, afirma que a cidade vinha sendo usada pelas forças do governo para bombardear Misrata - uma importante base dos rebeldes - com armas de longo alcance.

Os insurgentes estão avançando com o apoio de bombardeios das forças da Otan, que realizam ataques na Líbia de acordo com uma resolução do Conselho de Segurança da ONU.

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