Líbia liberta jornalistas do The New York Times

Jornal havia anunciado desaparecimento de seus profissionais na quarta-feira; eles foram capturados por forças de Kadafi

iG São Paulo |

O governo da Líbia libertou nesta segunda-feira os quatro jornalistas do New York Times que haviam sido capturados quando cobriam os confrontos no país, disse o jornal americano. Os quatro jornalistas, que tinham entrado na Líbia sem visto e foram presos na cidade de Ajdabiya, foram entregues nesta segunda-feira a diplomatas da Turquia.

Na sexta-feira, o New York Times disse que todos os seus jornalistas que estavam desaparecidos na Líbia foram encontrados. Os profissionais haviam sido presos por forças leais ao líder líbio, Muamar Kadafi. Segundo o jornal americano, a informação foi dada pelo filho de Kadafi, Seif Islam el-Kadafi, a Christiane Amanpour, em uma entrevista à rede ABC.

Na quarta-feira, a publicação havia anunciado o desaparecimento de sua equipe, afirmando que o último contato com os repórteres tinha sido feito no dia anterior. O editor-executivo do jornal, Bill Keller, informou que autoridades da Líbia disseram que tentavam localizar os jornalistas. Ele também disse ter recebido a garantia de que "se os jornalistas tiverem sido presos, serão libertados rapidamente e sem ferimentos".

Os profissionais são Anthony Shadid, vencedor do prêmio Pulitzer e chefe da sucursal do jornal em Beirute, no Líbano; Stephen Farrell, repórter; e os fotógrafos Tyler Hicks e Lynsey Addario.

Também na quarta-feira, o jornalista Ghaith Abdul-Ahad , repórter do jornal britânico "The Guardian" foi libertado e deixou a Líbia. Ele tinha sido preso juntamente com o brasileiro Andrei Netto , do jornal "O Estado de São Paulo", libertado na quinta-feira passada. Correspondente do Estado em Paris desde 2006, Netto participou de importantes coberturas, como o terremoto de L’Áquila, na Itália, o acidente do voo 447 Rio-Paris da Air France e cúpulas do G-20. Gaúcho de Porto Alegre, tem 34 anos e é casado.

De nacionalidade iraquiana, Abdul-Ahad é um correspondente altamente respeitado que colabora com o Guardian desde 2004. Ele passou longos períodos na Somália, Sudão, Iraque e Afeganistão, fazendo a cobertura de pessoas comuns e de seus sofrimentos em períodos de conflito.

Ele ganhou a maioria dos prêmios mais prestigiosos para correspondentes estrangeiros, incluindo o de repórter estrangeiro do ano pela British Press Awards, o prêmio James Cameron e o da Martha Gellhorn.

Com AP, EFE, Agência Estado, BBC e Reuters

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