Kadafi tenta romper isolamento internacional com oferta de petróleo

Convite a empresas da Rússia, China e Índia a explorar reservas de petróleo do país seria retaliação a potências ocidentais

BBC Brasil |

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O governo da Líbia convidou empresas da Rússia, China e Índia a explorar as vastas reservas de petróleo do país. A oferta se segue às ameaças que haviam sido feitas a empresas ocidentais pelo líder da Líbia, Muamar Kadafi, de expulsar as companhias do país, devido ao apoio dado pelos governos ocidentais às forças rebeldes.

A agência de notícias estatal da Líbia disse que o coronel Kadafi havia se encontrado com embaixadores dos três países e discutiu a possibilidade de eles fazerem negócios na Líbia.

Boa parte das companhias petrolíferas ocidentais que atuam na Líbia cessaram suas atividades no país ou diminuíram sua atuação desde o começo da revolta contra o líder líbio.

Controle

Forças contrárias ao regime de Kadafi dizem ter retomado a cidade de Brega , que havia sido capturada por tropas governistas.

No domingo, correligionários de Kadafi haviam capturado a cidade, que estava nas mãos dos opositores do regime, após uma sequência de fortes bombardeios pelo ar, terra e mar.

Os rebeldes tinham se reagrupado em Brega depois de terem sido forçados a sair da cidade de Ras Lanuf no sábado devido aos ataques por parte dos governistas.

Mas, no domingo, eles haviam sido obrigados a recuar, com o recrudescimento por parte das forças leais a Kadafi.

Brega é uma importante zona industrial situada no leste da Líbia. A cidade teria sido retomada graças à ação de uma força de elite vinda de Benghazi, também no leste do país, e que se configurou como o principal reduto da oposição.

Segundo relatos do correspondente da BBC em Benghazi, Pascale Harter, muitos combatentes feridos estão sendo substituídos por moradores no front.

AFP
Homens rezam apos manifestação anti-governo na cidade de Tobruk, na Líbia

Exclusão aérea

Os Estados Unidos informaram que ainda não tomaram uma decisão sobre a imposição de uma zona de exclusão aérea sobre a Líbia.

''Essa é uma decisão que, no final das contas, é uma decisão política e que ainda não foi tomada'', comentou nesta segunda-feira Geoff Morrell, secretário de imprensa do Pentágono.

No domingo, o governo francês afirmou que pretende acelerar os esforços diplomáticos para impor um bloqueio aéreo sobre a Líbia.

O objetivo é evitar que as forças de Kadafi usem aviões e helicópteros pra atacar os rebeldes, mas ainda não foi esclarecido como este objetivo seria alcançado.

No sábado, a Liga Árabe decidiu apoiar que o Conselho de Segurança da ONU determine a o estabelecimento de uma zona de exclusão aérea.

Também há a preocupação em relação ao desrespeito aos direitos humanos na Líbia.

A organização Human Rights Watch acusou as autoridades líbias de ser responsáveis por prisões arbitrárias, repressões violentas e pelo desaparecimento de pessoas na capital, Trípoli.

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