Kadafi não nos deixou escolha, diz Obama

Presidente dos EUA afirma a força não é sua primeira opção, mas que o líder líbio ignorou a oportunidade de evitar ataques

iG São Paulo |

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse que a ofensiva norte-americana à Líbia, iniciada na tarde deste sábado, foi necessária para impedir o ataque das forças do líder Muamar Kadafi ao povo líbio. Segundo ele, Kadafi teve a chance de evitar os ataques, mas ignorou.

AFP
Obama chega a centro em Brasília no qual anunciou ter autorizado ação militar contra a Líbia
“Até ontem a comunidade internacional ofereceu a oportunidade de cessar fogo, mas ele ignorou essa oportunidade e suas forças continuaram a se mover,” afirmou o presidente dos EUA em discurso aos cidadãos de seu país, gravado no Brasil. "Com isso, o risco do povo líbio se acentuou."

O presidente dos EUA disse ainda que a ofensiva está sendo feita em coalização com outras nações, comprometidas em reforçar a proteção aos civis líbios.

Segundo ele, a força não é sua primeira opção e “não deve ser usada de forma leviana”, mas o ataque – que será exclusivamente aéreo – é resultado das atitudes de Kadafi. “Ele diz que não haverá perdão para homens e mulheres do país. Temos que ser claros, ações têm conseqüências”, afirmou Obama.

Neste sábado, forças dos EUA, França e Reino Unido entraram em ação para impedir que as forças de Kadafi ataquem o reduto rebelde de Benghazi.

Os EUA dispararam mísseis de cruzeiro Tomahawk contra o país a partir de submarinos posicionados no Mar Mediterrâneo, informou a imprensa americana, no momento em que fortes explosões ocorrendo o leste de Trípoli. 

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