Kadafi ameaça atacar Europa se Otan continuar ofensiva

Em mensagem de áudio, líder líbio alertou para ataques contra alvos como casas e escritórios em território europeu

iG São Paulo |

O líder líbio, Muamar Kadafi, ameaçou atacar a Europa se a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) continuar com a ofensiva aérea no país do norte da África.

AP
Imagem divulgada pela TV estatal líbia mostra Kadafi em 7 de junho de 2011, em local não identificado
Kadafi, buscado pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) por crimes contra manifestantes opositores desde o início dos conflitos, fez as ameaças em uma mensagem de áudio divulgada a milhares de partidários que o saudavam no centro da capital Trípoli.

Dirigindo-se ao Ocidente, Kadafi disse que os líbios podem se vingar da ofensiva dos aliados ocidentais contra alvos na Líbia. “Essas pessoas estão prontas para algum dia tomar essa batalha... contra a Europa, para atingir suas casas, escritórios, famílias que podem se tornar alvos militares legítimos, assim como vocês atingiram nossas casas”, disse Kadafi. “Podemos decidir tratar vocês de maneira similar. Se decidimos fazê-lo, estaremos prontos para seguir para a Europa como gafanhotos e abelhas. Aconselhamos vocês a se retratar antes de um desastre”, alertou.

A divulgação da mensagem foi feita nesta sexta-feira, dia de uma das maiores manifestações pró-governo em Trípoli desde o início do conflito.

Na segunda-feira, juízes do TPI emitiram mandados de prisão contra Kadafi, seu segundo filho, Seif al-Islam, e seu cunhado Abdullah al Senusi, que também é chefe da inteligência militar do regime. Depois do sudanês Omar al-Bashir, Kadafi é o segundo chefe de Estado a ter determinada sua prisão pela corte penal.

Refugiados

Desde o início dos confrontos, em fevereiro, cerca de 1,2 milhão de pessoas fugiu da Líbia desde fevereiro.

Segundo a Organização Internacional de Migrações, desse total, 603 mil eram imigrantes que viviam no país africano antes do início do conflito. A porta-voz da organização, Jemini Pandya, explicou nesta sexta-feira em Genebra que essas pessoas abandonaram a Líbia para "escapar da violência e dos traumas psicológicos que acarreta" o conflito e, provavelmente, precisarão de tratamento psicológico a longo prazo.

AP
Rebelde líbio em Benghazi durante orações desta sexta-feira

*Com AP

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