Justiça egípcia proíbe que ex-primeiro-ministro deixe o país

Procurado-geral decidiu também congelar os bens do ex-ministro do Interior, Habib el Adli, e de sua família

iG São Paulo |

A justiça egípcia proibiu neste sábado que o ex-primeiro-ministro Ahmad Nazif e o atual ministro da Informação, Anas el Fekki, saiam do país um dia depois da queda do regime do ex-presidente Hosni Mubarak, informou a agência oficial Mena.

O procurador-geral Abdel Magid Mahmud tomou esta decisão em função dos processos abertos contra os dois políticos. Ele também decidiu congelar os bens do ex-ministro do Interior, Habib el Adli, e de sua família em função de queixas relativas à transferência de mais de quatro milhões de libras egípcias (660.000 dólares) de uma empresa de construção para sua conta pessoal.

Poder aos civis

O Conselho Supremo das Forças Armadas do Egito, que assumiu o poder depois da renúncia do presidente, afirmou neste sábado que respeitará todos os tratados internacionais firmados anteriormente pelo país. O anúncio foi lido por um porta-voz do militares na TV estatal egípcia.

O comunicado, embora não faça referências explícitas a nenhum acordo, dá margem para o entendimento de que o tratado de paz entre Egito e Israel ficará intacto. "A República Árabe do Egito está comprometida com todas as suas obrigações e tratados regionais e internacionais", afirmou o porta-voz.

(Com AFP)

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