Jornalistas britânicos presos na Líbia são libertados

Repórter e cinegrafista foram presos em fevereiro após admitirem que entraram ilegalmente no país; deportação ocorre na segunda

iG São Paulo |

Os dois jornalistas britânicos do canal de televisão iraniana Press TV, que estavam presos na Líbia após admitirem que entraram ilegalmente no país, foram libertados, informou neste domingo a agência estatal de notícias líbia WAL.

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O repórter Nicholas Davies-Jones e o cinegrafista Gareth Montgomery-Johnson, que trabalham para o canal em inglês de notícias iraniano, foram presos em Trípoli no dia 22 de fevereiro pela milícia de Misrata em Trípoli.

Segundo informações da rede britânica BBC, o ministro do Interior líbio confirmou neste domingo a libertação dos dois jornalistas. Ele acrescentou que os dois seriam deportados na segunda-feira. Os jornalistas chegaram a pedir desculpas por suas ações.

Inicialmente, eles foram acusados de espionagem, e havia temores que eles fossem acusados formalmente em tribunais. Na semana passada, os dois apareceram em um vídeo pedindo desculpas por terem entrado na Líbia sem autorização, e acrescentaram que estavam sendo bem tratados.

No dia 14 de março, a milícia que os mantinha presos cedeu sua custódia às autoridades centrais. As milícias que lutaram contra as forças do coronel Muamar Kadafi ainda controlam regiões importantes da Líbia e se negam em muitos casos a colaborar com as autoridades de Trípoli, perante o vazio de segurança existente após os oito meses de conflito armado , entre fevereiro e outubro de 2011 .

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Segundo a agência AFP, o vice-ministro do Interior, Omar al-Khadrawi, disse que sua soltura foi garantida quando "ficou óbvio que nenhum crime havia sido cometido". "Eles expressaram desejo em deixar a Líbia."

O comandante máximo do grupo armado, Faray al Suehli, tinha afirmado há duas semanas em entrevista coletiva em Trípoli que entregaria os britânicos às autoridades líbias ao concluir as investigações sobre sua suposta entrada ilegal no país e sua possível participação nos serviços de espionagem de um estado estrangeiro.

Segundo sua versão, a detenção aconteceu enquanto os jornalistas gravavam em uma região "sensível" da capital e no momento de sua prisão os britânicos carregavam listas com nomes de milicianos e mercenários, assim como uma vestimenta confeccionada em Israel e que costuma ser usada pelo Exército do país.

Organizações como Anistia Internacional e Repórteres Sem Fronteiras exigiram da milícia a libertação imediata dos britânicos ou sua entrega às autoridades da Líbia.

Com EFE

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