Jornalista espanhol consegue sair da Síria para o Líbano

Javier Espinosa, do El Mundo, deixou a cidade de Homs, alvo de bombardeios e ofensiva terrestre

iG São Paulo |

EFE
Foto de 2005 mostra o jornalista espanhol Javier Espinosa, que conseguiu deixar a Síria nesta quarta-feira
Um dia depois de o fotógrafo britânico Paul Conroy ter deixado a Síria com ajuda de opositores, o jornalista espanhol Javier Espinosa também conseguiu sair o país em conflito e foi levado a Beirute, capital do Líbano.

Segundo o embaixador espanhol no Líbano, Juan Carlos Gafo, o jornalista está “muito bem”. O diplomata encontrou-se com Espinosa na capital libanesa, onde ele relatou “os horrores do que viveu” na cidade síria de Homs, sob intenso ataque das forças leais ao presidente Bashar al-Assad há quase quatro semanas.

Apesar da saída exitosa de Conroy e Espinosa do bairro de Baba Amr, que vive desde a manhã de quarta-feira ofensiva das forças sírias por terra , ainda continuam em Homs os jornalistas franceses William Daniel e Edith Bouvier . Ferida no ataque que matou a jornalista americana Marie Colvin e o fotógrafo francês Remy Ochlik , Bouvier fez um apelo em vídeo para ser retirada da Síria depois de ter quebrado o fêmur após no conflito.

A mulher de Espinosa, a também jornalista Mónica G. Prieto, pediu cautela aos noticiários em suas informações, porque a operação de resgate dos jornalistas poderia ser colocada em perigo.

Ofensiva por terra

Nesta quarta-feira, o Exército sírio lançou ofensiva terrestre contra o bairro rebelde de Baba Amr, reduto rebelde na cidade de Homs, alvo de bombardeios e intensa ofensiva há 25 dias.

Segundo fontes de segurança sírias, o bairro seria "limpo" dentro de algumas horas e o Exército teria buscado opositores “quadra por quadra, casa por casa”. “Agora os soldados estão verificando cada porão e túnel em busca de armas e terroristas", disse uma fonte militar à agência France Presse, ao explicar que "ainda restam alguns focos de resistência por eliminar".

Imprensa: Mortes de jornalistas revelam dificuldade de cobertura na Síria

O regime tem enviado nos últimos dias novos reforços a Homs, onde os meios de comunicação foram cortados na noite de terça-feira. Na madrugada desta quarta-feira, houve manifestações em Damasco em apoio às cidades sírias sitiadas, informaram militantes.

Segundo o Comitê Internacional da Cruz Vermelha, houve entrega de mantimentos a civis na terça-feira em Homs e Idlib, mas a distrubuição de mantimentos é difícil, devido aos conflitos armados entre opositores e forças leais a Assad. A chefe para ajuda humanitária das Nações Unidas, Valerie Amos, disse que a Síria negou repetidos pedidos para entrada de observadores e profissionais de ajuda humanitária da ONU.

Segundo estimativa da ONU, o número de mortos vítimas da violência no país deixou mais de 7,5 mil mortos. Cerca de 25 mil refugiados, segundo registros da ONU, estão em países na fronteira com a Síria. Além disso, entre 100 mil e 200 mil estão desabrigados dentro do país.

*Com Reuters e EFE

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