Lara Logan teria sido cercada por grupo durante comemorações da queda de Mubarak, na praça Tahrir, no Cairo

Um correspondente da rede de TV CBS sofreu agressões físicas e abuso sexual no Egito, quando cobria os protestos opositores que pediam a saída do ex-presidente Hosni Muabarak.

Lara Logan, que se recupera em um hospital nos Estados Unidos, estava na praça Tahrir, no centro do Cairo, na sexta-feira, quando “no meio da multidão, foi separada da equipe”, segundo um comunicado da rede de TV americana. “Ela foi cercada e sofreu um brutal ataque sexual e espancamento antes de ter sido salva por um grupo de mulheres e cerca de 20 soldados egípcios”, diz a nota.

No momento do ataque, a equipe fazia uma reportagem para o programa 60 Minutes, quando um grupo de 200 pessoas em meio às comemorações pela queda de Mubarak cercou a equipe.

A correspondente retomou o contato com a equipe da CBS no sábado, quando retornou aos EUA. Uma semana antes de ser atacada na sexta-feira, Logan havia sido detida por forças egípcias por um dia, juntamente com o produtor e o cinegrafista da rede.

De acordo com a Associated Press, que cita o Comitê de Proteção a Jornalistas, o ataque contra Logan, correspondente chefe de assuntos internacionais da emissora, é um dos 140 outros sofridos por repórteres estrangeiros que cobriam a revolta no Egito. Nos confrontos entre manifestantes e forças de segurança um repórter egípcio morreu atingido por um tiro.

*Com AP

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