Jordânia usa força policial para reprimir protestos

Choques entre manifestantes e policiais são um sinal da escalada de tensões em relação à lentidão para adotar reformas políticas

iG São Paulo |

Armada com cassetetes, a polícia da Jordânia entrou em confronto com centenas de manifestantes que gritavam "O povo quer a reforma do regime", enquanto multidões tentavam marchar no centro da capital Amã nesta sexta-feira, disse uma testemunha à Reuters. O incidente foi um sinal de uma escalada de tensões em relação à lentidão para adotar reformas políticas no reino.

AFP
Polícia bate em manifestante durante protesto por reformas e renúncia do primeiro-ministro da Jordânia
A manifestação começou após as orações de sexta-feira (a mais importante da semana para os muçulmanos) na Grande Mesquita Hosseini e terminou na praça Najil, onde uma coalizão de movimentos juvenis autodenominada 15 de Julho pretendia acampar para realizar protestos.

Os participantes exibiam cartazes e gritavam palavras de ordem nas quais pediam a renúncia do governo do primeiro-ministro Marouf Bakhit e a dissolução da Câmara Baixa do Parlamento. Há duas semanas Bakhit realizou uma reforma ministerial.

Além das agressões sofridas pelos manifestantes, pelo menos dez jornalistas e membros de suas equipes também ficaram feridos, apesar das medidas adotadas pela Associação da Imprensa Jordaniana de orientar os policiais a distinguir jornalistas dos manifestantes.

Forças de segurança já impediram manifestações anteriores que pediam a queda do governo, mas não do rei Abdullah, nas principais praças do país. O rei jordaniano nomeia o gabinete e tem amplos poderes no país.

As manifestações refletem os protestos populares espalhados pela região, como os vistos no Egito e na Tunísia, onde líderes de longa data foram derrubados no início deste ano em meio à mobilização popular.

*Com Reuters, EFE e AFP

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