Itália pede suspensão de ataques na Líbia para permitir ajuda humanitária

Chanceler quer fim das hostilidades da Otan contra forças de Kadafi e pede dados concretos sobre erros em bombardeios

BBC Brasil |

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O ministro das Relações Exteriores da Itália, Franco Frattini, pediu nesta quarta-feira que a Otan suspenda os ataques contra a Líbia para permitir que ajuda humanitária seja entregue ao país.

AP
Rebeldes líbios disparam metralhadoras na direção de forças de Muamar Kadafi em Misrata, Líbia (21/06/2011)
A aliança militar ocidental vem promovendo uma campanha de bombardeios aéreos contra alvos militares ligados ao líder da Líbia, o coronel Muamar Kadafi, e seus correligionários, desde março deste ano, em resposta à repressão violenta pelo governo contra a rebelião popular no país.

Frattini pediu também que a Otan ofereça dados concretos sobre erros cometidos em seus bombardeios. No domingo, um míssil da Otan que teria errado o alvo atingiu uma área residencial. O governo da Líbia disse que o ataque deixou nove mortos , entre elas duas crianças. O bloco militar reconheceu que a ação militar teria feito vítimas civis.

De acordo com Frattini, a aliança pôs sua credibilidade ''em risco'' com erros como esse. O secretário-geral da Liga Árabe, Amr Moussa, havia criticado a ação da Otan na terça-feira. ''Quando vejo crianças sendo mortas, fico com restrições'', disse, em entrevista ao jornal britânico The Guardian.

Moussa defendeu ainda uma solução negociada para pôr fim ao conflito. ''Não há como ter um final decisivo. Agora é a hora de fazer o que pudermos para alcançar uma solução política'', disse Moussa.

A Liga Árabe endossou a ação da Otan, que foi implementada de acordo com mandato da ONU. A operação vinha sendo comandada coletivamente por Grã-Bretanha, França e Estados Unidos, mas o comando passou a ser exercido pela Otan desde o final de março. Incialmente, a missão tinha um prazo de 90 dias, que venceria no próximo dia 27 de junho, mas a operação foi prolongada por mais 90 dias .

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