Irmandade Muçulmana considera reforma constitucional insuficiente

No 13º dia de protestos no Egito, governo e oposição acordam comissão para realizar reformas democráticas e suspensão de lei

iG São Paulo |

As reformas propostas pelo regime do presidente egípcio Hosni Mubarak para sair da crise política são "insufientes", considerou neste domingo a Irmandade Muçulmana, maior grupo de oposição no Egito .

O projeto de criar um comitê formado pelo poder e oponentes para preparar reformas constitucioais não basta, declarou Mohamed Mursi, líder do grupo, em entrevista à imprensa no Cairo.

"As demandas são ainda as mesmas. O governo não respondeu a maioria deles, apenas a algumas e de forma superficial", precisou Essam al-Aryane, um outro dirigente da Irmandade.

Participantes do diálogo entre o governo egípcio e vários grupos da oposição decidiram neste domingo formar um comitê encarregado de realizar reformas constitucionais , antes da primeira semana de março, havia anunciado o porta-voz do governo, Magdi Radi. As conversações, com representantes da oposição e personalidades independentes, haviam sido convocadas pelo vice-presidente egípcio Omar Suleiman.

Houve consenso "sobre a formação de um comitê que contará com o poder judiciário e um certo número de personalidades políticas, para estudar e propor as emendas constitucionais e legislativas que se fizerem necessárias", anunciou Radi.

Economia

Os manifestantes contrários ao governo de Mubarak entraram neste domingo no 13º dia de protestos, ao tentar bloquear o Exército, que tentava avançar na praça Tahrir.

Neste domingo, bancos e lojas estão reabrindo após uma semana fechados, em meio a temores de que a população tente sacar o dinheiro depositado em contas. O Banco Central está liberando parte de suas reservas de US$ 36 bilhões para cobrir as possíveis retiradas, mas o presidente da instituição diz acreditar que todas as transações "serão honradas".

O governo tenta reanimar a economia do país, que estaria perdendo pelo menos US$ 310 milhões por dia devido à crise no país. Os turistas sumiram do Egito e muitas lojas, fábricas e até a bolsa de valores estão fechadas há dias. Muitos produtos básicos estão em falta.

*Com AFP

    Leia tudo sobre: egitohosni mubarakomar suleimanmanifestaçõesoposição

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG