Irã pede tribunal internacional para julgar Mubarak

Comissão de Direitos Humanos do Parlamento iraniano envia pedido à ONU e pede que órgãos internacionais 'cumpram suas obrigações'

EFE |

A Comissão de Direitos Humanos do Parlamento iraniano pede à ONU que forme um tribunal internacional para julgar o ex-presidente egípcio Hosni Mubarak, que na última sexta-feira renunciou ao poder devido à pressão popular. Segundo um comunicado divulgado neste domingo pela imprensa iraniana, a comissão propõe uma corte para investigar "as atrocidades do deposto presidente e de seus aliados", em aparente alusão aos Estados Unidos.

A comissão pede ainda às organizações internacionais de defesa dos direitos humanos que "cumpram suas obrigações" no processo contra "o ditador derrubado". "A nação egípcia finalmente conseguiu acabar com os 30 anos de ditadura de Hosni Mubarak graças a sua brava resistência e obrigou-o a renunciar depois de dezenas de pessoas serem assassinadas e outras centenas serem feridas", explica a nota. Nesse sentido, a comissão louva a "grande vitória do povo egípcio" e afirma que permanecerá vigilante ao que denomina "interferência das potências estrangeiras, que buscam se beneficiar da revolta".

Segundo a ONU, cerca de 300 pessoas morreram durante os 18 dias que durou a revolta contra Mubarak. Embora o Irã condene hoje o que chama de ditadura de Mubarak, há um ano e meio a própria República Islâmica reprimiu com violência os grandes protestos realizados contra a reeleição do líder Mahmoud Ahmadinejad, considerada fraudulenta pelos oposicionistas.

Na sessão parlamentar deste domingo, os deputados iranianos tomaram os arredores do edifício da Assembleia Consultiva Islâmica e fizeram uma manifestação de apoio aos povos do Egito e da Tunísia - onde a recente mobilização popular tirou do poder o ex-líder Zine el-Abidine Ben Ali.

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