Intensificação de confrontos no Iêmen força fechamento de aeroporto

Centenas de combatentes leais a líder de clã tribal estariam marchando em direção à capital do país, Sanaa

iG São Paulo |

A intensificação nos últimos dias de confrontos entre rebeldes ligados a líderes tribais e forças do governo do Iêmen provocou o fechamento na quarta-feira do aeroporto da capital do país, Sanaa, que permanece fechado nesta quinta-feira por temores de que aviões possam ser atingidos por fortes bombardeios.

AP
Manifestantes antigoverno participam de protesto pela renúncia de Ali Abdullah Saleh em Sanaa, Iêmen
Apesar de os protestos contra o presidente terem sido em sua maior parte pacíficos até agora, analistas temem que os recentes confrontos entre combatentes tribais e forças do governo levem o país a uma guerra civil .

Centenas de combatentes leais ao xeque Sadeq al-Ahmar, líder do poderoso clã tribal Hashid, estariam marchando em direção à capital. Segundo alguns relatos, um grupo de rebeldes teria entrado em confronto nesta quinta-feira com tropas do governo na periferia norte da cidade.

Confrontos em Sanaa deixaram ao menos 41 mortos na quarta-feira, após a ruptura de um cessar-fogo entre o governo e os rebeldes no fim de semana. Segundo a BBC, fortes explosões foram ouvidas pela cidade durante a madrugada e na manhã desta quinta-feira. Não há certeza, porém, se os grupos de rebeldes estão conseguindo avançar pela capital.

Também há relatos de confrontos na cidade de Taiz, onde ao menos 50 morreram desde o domingo, segundo a ONU.

Presidente resiste

O presidente do Iêmen, Ali Abdullah Saleh, resiste desde o início do ano a grandes protestos populares que pedem sua renúncia. Na semana passada, Saleh - que governa o Iêmen desde 1978 - se recusou a assinar um acordo, mediado por países do golfo Pérsico, que previa sua saída do poder no prazo de um mês.

Na terça-feira, o governo americano pediu a Saleh que ajude a "levar o Iêmen adiante" e assine o acordo mediado pelo Conselho de Cooperação do Golfo, que prevê que ele deixe o poder ao seu vice em troca de uma anistia contra eventuais processos.

*Com BBC e AP

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