Confrontos durante manifestações contra regime do presidente Ali Abdullah Saleh deixaram ao menos dois mortos

Manifestantes contrários ao governo iemenita em protesto em Sanaa, capital do Iêmen
AP
Manifestantes contrários ao governo iemenita em protesto em Sanaa, capital do Iêmen
A oposição iemenita aceitou o acordo do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) que prevê a saída do presidente Ali Abdullah Saleh dentro de 30 dias.

Apesar de inicialmente ter rejeitado a proposta, a oposição aceitou uma coalizão dentro de um governo de transição do Iêmen. Como forma de propor um fim aos protestos liderados pela oposição e à crise política no Iêmen, o Conselho de Cooperação do Golfo propôs a criação de um governo de união nacional, com a passagem do poder de Ali Abdullah Saleh para seu vice-presidente.

"Demos nosso acordo final ao plano do CCG após obter garantias dos irmãos do Golfo e dos amigos americanos e europeus em relação a nossas objeções sobre certas cláusulas do plano", declarou Mohamed Qahtan, porta-voz da oposição.

No poder há 32 anos, o presidente do Iêmen disse aceitar o Plano do Golfo para "cooperar de forma positiva, com base na Constituição" do Iêmen.

Confrontos

Também nesta segunda-feira, duas pessoas morreram baleadas em diferentes manifestações contra o regime de Saleh. As mortes ocorreram em manifestações em Ibb, sul de Sanaa, e Al Baidah, sudeste, em consequência da intervenção das forças de segurança.

Dezenas de pessoas ficaram feridas, ao sul de Sanaa, quando as forças de segurança e o Exército abriram fogo e lançaram bombas de gás de lacrimogêneo para dispersar uma grande manifestação contra o presidente Saleh, que a oposição quer ver sob julgamento.

As forças de segurança bloquearam com blocos de cimento as principais avenidas da cidade que levam à sede do governo. Veículos blindados do Exército também foram deslocados por Taez, segunda maior cidade do país, que fica a 200 km da capital.

*Com AFP

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