Homens armados explodem gasoduto que abastece Israel

Desde a queda de Hosni Mubarak, no Egito, esse é o sexto ataque contra gasoduto que leva gás para Israel e Jordânia

iG São Paulo |

Homens armados explodiram um trecho do gasoduto que leva gás egípcio a Israel e Jordânia na madrugada desta terça-feira, em uma ação que deixou um ferido, informaram testemunhas e fontes da segurança local.

Testemunhas afirmaram que era possível ver colunas de fumaça e chamas de 15 metros de altura saindo do lugar do acidente, ao oeste da cidade de Al-Arish, na Península do Sinai. Segundo essas fontes, o ataque foi lançado por três homens que chegaram em uma caminhonete e abriram fogo contra o gasoduto.

Desde a deposição do ex-presidente egípcio Hosni Mubarak , em fevereiro, esse é o sexto ataque contra o gasoduto, provocando interrupções no fornecimento a Israel e Jordânia. Nos últimos meses, o Egito reforçou o patrulhamento no Sinai para proteger melhor o gasoduto, que fornece 43% do gás natural consumido por Israel. Após a explosão, o Exército cercou o lugar e a empresa que operava o gasoduto o fechou.

Túnel inundado

Três trabalhadores palestinos morreram em um túnel entre Gaza e a o Sinai depois que autoridades egípcias inundaram a galeria subterrânea, informaram nesta terça-feira fontes médicas palestinas.

O incidente ocorreu no domingo, quando agentes egípcios encheram o túnel de água, afogando os três operários, cujos corpos ainda não foram localizados. Outros dois conseguiram escapar antes da inundação.

Mais quatro palestinos morreram e sete ficaram feridos em dois acidentes nos túneis no fim de semana. Dois morreram na explosão de um botijão de gás em um túnel perto da cidade de Rafah e outros dois enquanto escavavam uma das galerias.

Os túneis se tornaram comuns na região como forma de driblar o bloqueio de Israel à Faixa Gaza desde 2007, ano em que o Hamas tomou o território, passando a controlar a entrada de alimentos, combustível, produtos domésticos e armamentos.

Há um ano, pressionado internacionalmente pelo ataque à Frotilha da Liberdade , no qual morreram nove ativistas turcos, Israel amenizou o bloqueio , e substituiu a lista de bens proibidos por uma de produtos permitidos.

Conforme grupos de direitos humanos, desde o início do bloqueio mais de 160 palestinos morreram e centenas ficaram feridos em acidentes nos túneis, na maior parte das vezes eletrocutados e soterrados em desmoronamentos.

Assista ao vídeo:

*Com AFP e EFE

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