Hillary faz visita surpresa à capital da Líbia

Secretária de Estado americana desembarca em Trípoli para 'fortalecer vínculos' dos EUA com o novo governo líbio

iG São Paulo |

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, desembarcou nesta terça-feira em Trípoli para uma visita surpresa à Líbia. É a autoridade de mais alto escalão dos EUA a visitar o país desde 2008.

De acordo com o governo americano, o objetivo da visita é fortalecer os vínculos dos EUA com os novos dirigentes do país e promover a transição da Líbia para uma democracia.

Reuters
A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, desembarca em Trípoli para visita surpresa

Durante a visita relâmpago cercada por rígidas medidas de segurança, a secretária de Estado se reunirá com o presidente do Conselho Nacional de Transição (CNT), Mustafa Abdel Jalil, com o primeiro-ministro Mahmud Jibril, e com o ministro das Finanças e do Petróleo, Ali Tarhuni.

A viagem de Hillary ao país acontece depois de visitas oficiais de outras autoridades, como o presidente da França, Nicolas Sarkozy, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, e o premiê turco, Recep Tayyip Erdogan, assim como de vários ministros britânicos, italianos e canadenses.

Os combates continuam na Líbia, enquanto as forças do CNT tentam controlar as cidades de Bani Walid e Sirte, redutos de resistência das forças pró-Kadafi. Na segunda-feira, um porta-voz disse que o governo interino tem o controle de 90% de Bani Walid . A informação não foi confirmada por outra fonte.

Moamar al-Warfali, um dos residentes, disse que as forças do governo interino tomaram o centro, um hospital e uma série de edifícios altos, anteriormente usados pelos atiradores de Kadafi que dificultavam a entrada dos combatentes.

O canal CNN informou que cerca de 20 soldados leais ao líder deposto foram capturados no sábado, enquanto as forças do CNT tentavam tomar o centro da cidade pelo norte e pelo sul desde domingo.

Enquanto isso, em Sirte, não houve sinais de avanços das forças do governo provisório na segunda-feira. Os combatentes continuam bombardeando o bolsão onde se concentram os partidários de Kadafi, e alguns soldados se mostram irritados com seus superiores por não darem ordens para atacar.

O CNT diz que só vai começar a instauração de um regime democrático na Líbia quando todo o território - inclusive Sirte - estiver sob seu controle.

Com AP, EFE e Reuters

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