Grupo ataca ativistas pró-democracia no Egito

TV estatal diz que egípcios armados com facões invadiram praça Tahrir, epicentro de protestos contra ex-líder Mubarak

iG São Paulo |

Centenas de egípcios armados com facões atacaram ativistas pró-democracia nesta quarta-feira na praça Tahrir, no Cairo, de acordo com a TV estatal do Egito. A praça foi o epicentro dos protestos que levaram à renúncia do ex-presidente Hosni Mubarak.

AP
Soldados e egípcios que se opõem à presença contínua de manifestantes na praça Tahrir se preparam para retirar seus pertences do local, no Cairo
Imagens da emissora estatal mostravam os grupos rivais atirando pedras uns em direção aos outros, em confrontos que teriam deixado ao menos dois feridos. "Um grupo de gângsters nos atacou com pedras, aparentemente para nos forçar a deixar a praça", disse Gamal Hussein, um dos manifestantes.

Apesar de Mubarak ter renunciado em 11 de fevereiro e transferido o poder para os militares, grupos de ativistas pró-democracia continuam organizando manifestações na praça Tahrir para exigir uma ruptura completa em relação ao regime do ex-líder. Críticos do movimento dizem que é é hora de o país voltar à vida normal.

Violência sectária

Na noite de terça-feira o Egito foi palco de confrontos entre cristãos coptas e muçulmanos , que entraram em choque em Halwan, ao sul do Cairo. O episódio, que aparentemente não está relacionado com a crise política egípcia, deixou 11 mortos.

A violência entre os dois grupos começou após os coptas bloquearem uma estrada para protestar contra um incêndio em uma de suas igrejas. O incêndio aconteceu na semana passada na província de Halwan, ao sul do Cairo.

A ação irritou os muçulmanos que tentavam passar pelo local, dando início aos confrontos que, de acordo com a Al-Jazeera, reuniram mais de mil pessoas. Os dois lados começaram a lançar pedras até que militares decidiram intervir, disparando para cima para tentar dispersar a multidão.

Cerca de 10% da população do Egito é formada pela minoria cristã copta. A maior parte da população do país é muçulmana.

Com Reuters e BBC

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