Grã-Bretanha expulsa diplomatas da Líbia e reconhece rebeldes

Governo britânico oficializa decisão tomada em Istambul e convida Conselho Nacional de Transição a enviar embaixador a Londres

iG São Paulo |

AP
Partidários da oposição fazem protesto contra Kadafi em frente à Embaixada da Líbia em Londres

A Grã-Bretanha expulsou nesta quarta-feira todos os diplomatas líbios ligados ao regime de Muamar Kadafi, reconhecendo oficialmente o Conselho Nacional de Transição (CNT), principal grupo de oposição da Líbia, como único governo legítimo do país.

Com isso, o governo britânico põe em prática uma decisão tomada durante uma reunião em Istambul em 15 de julho, na qual mais de 30 nações reconheceram o CNT como governo legítimo da Líbia.

A Grã-Bretanha também vai "descongelar" cerca de US$ 150 milhões de ativos da Líbia ligados ao petróleo para ajudar o CNT, que passa a ser a "única autoridade governamental" do país.

O grupo rebelde foi convidado a enviar um embaixador a Londres. Segundo Hague, a Grã-Bretanha se relacionará com o CNT "da mesma forma que se relaciona com outros governos em todo o mundo".

Os oito funcionários da embaixada líbia têm três dias para deixar o Reino Unido.

Desde fevereiro os rebeldes tentam tirar Kadafi do poder, mas a situação ainda é de impasse. Com o apoio de ataques aéreos da Otan, a oposição controla a maior parte do leste da Líbia e alguns locais do oeste. Kadafi ainda controla áreas importantes como a capital, Trípoli.

Nesta quarta-feira, Hague negou que a situação na Líbia esteja se tornando um beco sem saída. "Vamos encontrar o sucesso, não importa quanto tempo leve", afirmou. "O tempo não está ao lado do regime de Kadafi."

A Grã-Bretanha é um dos principais integrantes da ação da Otan na Líbia e seu governo vem sofrendo pressão por causa do fracasso em tirar o líder líbio do poder. Nesta semana, pela primeira vez Hague afirmou que Kadafi poderia permanecer no país, desde que deixasse o cargo. França e Estados Unidos fizeram declarações similares.

"Kadafi terá de abandonar o poder e todas as responsabilidades civis e militares. Mas o que acontecerá com ele é uma questão para os líbios", disse Hague.

Com AP

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