Governo líbio busca apoio de militantes islâmicos, diz filho de Kadafi

Ao New York Times, Seif al-Islam confirmou tentativa de governo aproveitar divisão da oposição para cortejar islâmicos

iG São Paulo |

AP
Seif al-Islam disse que governo e militantes islâmicos divulgarão nos próximos dias declaração conjunta anunciando a aliança (foto de arquivo)
O regime de Muamar Kadafi está cortejando militantes islâmicos para que se voltem contra os rebeldes líbios, disse Seif al-Islam, filho do líder líbio em entrevista, confirmando os esforços do governo para aproveitar as divisões dentro da oposição líbia.

Segundo o jornal americano The New York Times, um dirigente rebelde da facção religiosa, citada por Seif al-Islam como sendo seu interlocutor, confirmou as negociações.

Há mais de 40 anos à frente do poder, Kadafi tem reprimido duramente militantes islâmicos. Alguns deles aderiram à revolta da oposição, que busca derrubar o governo atual.

Oposição dividida

Rumores de divisões dentro do movimento rebelde se intensificaram desde que o líder militar dos rebeldes líbios, o general Abdel Fattah Younes , foi assassinado no fim de julho.

Ao New York Times, o filho de Kadafi disse que o governo e os militantes islâmicos divulgarão nos próximos dias uma declaração conjunta anunciando a aliança. "Os liberais fugirão ou serão mortos", afirmou Seif al-Islam sobre os rebeldes.

Segundo o filho de Kadafi, que já foi apontado como provável sucessor do pai, os contatos do regime líbio foram com Ali Sallabi, o "verdadeiro líder" da rebelião e o "guia espiritual" dos militantes.

Ao Times, Sallabi disse ter sido procurado pelo regime, mas continua participando da rebelião. Segundo ele, o filho de Kadafi teve diversos diálogos com a oposição, como sobre a saída de Kadafi do poder.

Além de não ter sido totalmente esclarecida, a morte de Younes expôs rivalidades tribais dentro da oposição líbia, assim como divisões entre as alas islâmica e liberal.

Na ocasião da morte do líder militar, o governo de Kadafi disse que o assassinato do general comprova que os rebeldes opositores não são capazes de governar a Líbia.

*Com Reuters

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